A edição de 2026 do Fórum de Davos, na Suíça, concluída em janeiro último e que reuniu 65 chefes de Estado, governos e mais de 800 CEOs de grandes empresas globais, foi marcada não somente pela discussão de políticas e iniciativas econômicas, mas sobre as práticas ESG e seus impactos no tempo presente e nas perspectivas futuras.
Para Miriam Lüttgen, presidente da Sustentalli, cooperativa de especialistas em sustentabilidade e governança, os temas debatidos no evento precisam estar no horizonte das organizações, sejam elas privadas ou públicas. “Geopolítica e o avanço da inteligência artificial (IA), por exemplo, podem atingir diretamente a governança de uma empresa, porque interfere no planejamento e na atuação a médio e longo prazo”, afirma a gestora.
O Fórum, aliás, defendeu o uso responsável e equitativo da IA, com a necessidade de equilibrar seu potencial com os riscos associados. “Os gestores devem se manter antenados nesses temas, independentemente do tamanho do negócio”, arremata Lüttgen.
Para se ter uma ideia, estudos em combustíveis limpos estimam o aumento dos atuais US$ 25 bilhões para mais de US$ 100 bilhões/ano até 2030, impulsionado pela nova demanda tecnológica e pelas ambições dos governos globais.
Davos destacou tecnologias emergentes
Além do âmbito geopolítico, como observado, a IA e as tecnologias emergentes já são uma realidade que está transformando todos os setores industriais e o mercado de trabalho, o que também significa uma mudança profunda em processos e pessoas, e sendo destaques no Fórum, aponta matéria da Funds Society.
Em declaração no Fórum de Davos, Jensen Huang, CEO da gigante em tecnologia Nvidia, a IA pode se fundir com outros campos emergentes, como a computação quântica ou biologia sintética. “As ideias passam do laboratório para o mercado mais rapidamente, moldando a forma como as indústrias crescem e desbloqueando novas maneiras de melhorar o mundo ao nosso redor”, observou o gestor.
Além da IA, defesa e inovação em tecnologia militar, minerais críticos e terras raras, biotecnologia, ciberdefesa, energias renováveis e estratégias de resiliência climática também deram o tom do evento.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Gennady Danilkin; Divulgação




