As construções modulares já são uma realidade no Brasil, especialmente quando o assunto é o trabalho em pontos de venda, já que causam curiosidade pelo formato, cores, dimensões e, além de ser uma opção low-cost, tem a sustentabilidade e economia em seu DNA.
A Moreco, holding especializada em soluções de varejo, por exemplo, disponibiliza um sistema modular flexível e escalável, sendo possível adaptá-lo para ambientes de habitação, educação, saúde, coworking e projetos de hotelaria. “Eliminamos a necessidade de despesas iniciais (Capex) por parte dos clientes, além de garantir maior velocidade de entrega, previsibilidade de custos e sustentabilidade”, explica Thomaz Yves, sócio-fundador da empresa, que tem no portfólio grandes marcas como CVC, Chilli Beans e 5àsec.
Sistemas modulares
Seu sócio, Lyncoln Lemes, acrescenta que um dos principais objetivos levantados previamente à montagem é justamente em reduzir a geração de resíduos. “Os projetos da Moreco já diminuíram em média 80% do desperdício de materiais em comparação à alvenaria tradicional. Também notamos reduções significativas na emissão de CO₂ por meio da otimização do transporte e escolha por materiais e módulos reciclados”, arremata.
A tendência, aliás, está se consolidando no mercado da construção civil, que tem como desafios a eficiência nos canteiros de obras, redução prazos, racionalização de recursos e uso de mão de obra, itens que se conectam com a construção modular e pré-fabricada. “Isso representa não só economia, mas segurança, previsibilidade e agilidade”, afirma Luís Claudio Monteiro, COO da SH, desenvolvedora de soluções para o setor de construção civil, para a revista KDEA360.
Solução para projetos de arquitetura
Um levantamento da McKinsey & Company revela que esse sistema é capaz de diminuir o tempo de obra em até 50% e os custos em até 20% quando comparada a métodos tradicionais. Paulo Tripoloni, que se especializa em sistemas modulares e construção industrializada, comenta que esse perfil de construção limita a emissão de CO₂ e outros poluentes, uma vez que o transporte de materiais e o volume de resíduos no local de construção são minimizados.
Os resultados cooperam para o aumento das certificações ambientais no Brasil, como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e o AQUA-HQE, que passaram a incluir a construção modular como prática recomendada para edifícios sustentáveis, acrescenta o arquiteto, ao Segs.
“É um método que coopera para a redução de custos em várias frentes e os resultados em termos de sustentabilidade são mais palpáveis. Quando centralizo a produção dos módulos, posso controlar melhor o processo e limitar os desperdícios, algo difícil de se obter nas obras convencionais”, conclui.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação




