Um levantamento recente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgado pelo Canal Solar mostra que o Brasil atingiu 67 GW de capacidade instalada em energia solar, um feito que superou as expectativas da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), em 2022, quando estimava a marca de 66 GW de potência instalada até o fim de 2027.
Isso revela a força que esse mercado está se expandindo e se consolidando, como no caso da Omnigen Energy, subsidiária da Appian Capital Advisory para o mercado global de energia, que anunciou a implantação de mais quatro novos parques solares em Minas Gerais. O Estado é o maior mercado de geração distribuída do Brasil, com 5,6 GWp de capacidade energética já instalada.
Parques de energia solar
Segundo a companhia, dos 20 parques solares em operação, 15 já estão implantados e conectados à rede da Cemig, distribuidora de energia local, com a expectativa até o final do primeiro semestre ter mais de 90% conectados. “Esses projetos refletem nossa estratégica diversificada e compromisso com um modelo energético, o que é alinhado às demandas ambientais e sociais atuais”, comenta Milson Mundim, Country Manager da Appian Capital Brazil, que representa o grupo no país.
Falando em demandas, uma delas envolve as quedas de energia, problemas que podem resultar em prejuízos a empresas e pessoas. Náchila Santos, CEO de Estratégias da EcoPower Eficiência Energética, destaca que o investimento em energia solar é a solução mais viável para evitar esse tipo de eventualidade.
“Isso é ainda potencializado ao combinar com o Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS — sigla em inglês para Battery Energy Storage System). A energia fotovoltaica, além da economia que proporciona aos produtores rurais, por exemplo e quando unida ao BESS, viabiliza tranquilidade”, acrescenta a gestora, ao Terra.
Módulos bifaciais
Outro ponto que se descortina no setor abrange o uso de módulos bifaciais, sendo ideais para usinas solares. Kátia Rezende Moreira, analista de negócios O&M fotovoltaico, explica que diferentemente dos módulos tradicionais, que captam as radiações pela face frontal, os bifaciais utilizam as duas faces do painel, com destaque para a face traseira, que capta a luz refletida pelo solo ou por superfícies abaixo do módulo, cujo fenômeno é conhecido como albedo.
Segundo a especialista, em artigo para o Portal Solar, conforme a localização das usinas e como foram instaladas, tal modelo proporciona um ganho adicional de produção que varia entre 5% e 25% quando comparado a sistemas tradicionais.
Para Moreira, muito embora essa tecnologia tenha a capacidade de ampliar as possibilidades de geração, também exige mais planejamento, gestão e, principalmente, uma manutenção operacional mais resiliente. Ou seja, não sobre somente a preservação de equipamentos, mas gerar mais energia com mais eficiência e rentabilidade.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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