Sustentabilidade

Bem-estar redireciona decisões na aquisição e limpeza de residências

Bem-estar redireciona decisões na aquisição e limpeza de residências - Fitec Tec News

 

Nada como voltar para casa após um dia agitado e poder, literalmente, se sentir confortável em uma edificação e bairro sustentáveis, não é mesmo? Mas sabemos que não é esse o cenário para a maioria das pessoas em suas residências, tornando-se um desafio: um levantamento da consultoria Ipsos com 30 países (íntegra aqui), revelou que 52% dos brasileiros destacaram a saúde mental como fator preocupante em suas vidas.

Outro estudo, este do Centro para Construções Saudáveis (Center for Healthy Buildings), da Universidade de Harvard, indicou que altas concentrações de dióxido de carbono (CO₂) em ambientes fechados reduzem a capacidade de concentração, aumentam a fadiga mental e elevam a sensação de estresse, mesmo sem poluição visível.

Residências sustentáveis

Ou seja, o bem-estar e a saúde mental também estão na balança ao se morar, inclusive é o foco do mercado imobiliário de alto padrão, com a busca não somente das chamadas certificações verdes, mas também do selo WELL Building Standard para as residências. Baseado no monitoramento de impactos dos empreendimentos na saúde e bem-estar de seus ocupantes, os critérios envolvem até o comportamento da pele (chamado de sistema tegumentar) em espaços que respeitam a temperatura, a sintetização de vitamina D e a sensibilidade sensorial.

“O mercado ainda opera, em grande parte, pela lógica de status e da altura. Esse modelo segue vigente, mas não responde às demandas que já se impõem para o futuro. Partimos do princípio de que a saúde e o bem-estar do morador são os principais valores”, frisa Cláudio Fischer, CEO do Fischer Group, responsável pelo Auris Residenze, empreendimento em fase de pré-lançamento em Balneário Camboriú (SC), que já conta com a pré-certificação WELL.

Faxina correta, casa saudável

 

Se a intenção não é adquirir um novo lar, mas tornar mais saudável e sustentável a atual moradia, é possível fazer pequenas mudanças, como optar por produtos de limpeza com pegada mais ecológica, e organizar cada ambiente sem exagerar em itens que não serão utilizados, por exemplo.

 

Luciane Furlan, da empresa de produtos de limpeza Ecoville, explica que a frequência da faxina varia conforme os níveis de exposição a sujidades de cada cômodo, o que, consequentemente, previne a presença de poeiras, ácaros e microrganismos, causadores de doenças respiratórias e alergias.

 

A especialista, ao Correio Braziliense, recomenda ainda a substituição da tradicional dupla pano de chão e vassoura por aspiradores, mais capazes de reter partículas e impedir que voltem ao ar, além de mops giratórios e rodos articulados, que podem tornar o trabalho mais eficiente e ergonomicamente benéfico.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Divulgação

 

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