A produtora de celulose Bracell comemora um feito, destacado em seu último relatório de sustentabilidade: a remoção de 6 milhões de toneladas de CO₂ da atmosfera entre 2020 e 2025. Para tanto, investiu e ampliou sua capacidade de monitoramento climático com a instalação de torres de fluxo em áreas de florestas plantadas e vegetação nativa.
“Ao combinar ciência, tecnologia e manejo florestal responsável, conseguimos avançar na geração de valor climático e na construção de soluções concretas para a descarbonização. À medida que ampliamos nossa base florestal e aprofundamos o uso de dados, aumentamos também nossa capacidade de capturar e gerar impacto climático positivo de forma consistente ao longo do tempo”, explica Márcio Nappo, vice-presidente de Sustentabilidade da companhia.
Em números, as operações apenas no ano passado removeram 3,4 milhões de tCO₂e removidas, sendo 1,8 mi provenientes de florestas plantadas e 1,6 mi de áreas nativas preservadas. O total de 6 milhões de toneladas endossa o compromisso “Bracell 2030”, firmado em 25 milhões até 2030.
Funcionamento das torres de fluxo
As torres de fluxo permitem medir, em alta frequência, as trocas de carbono e vapor d’água entre a vegetação e a atmosfera, com sensores que capturam variáveis como concentração de CO₂ e radiação. Os dados aprimoram o entendimento do balanço de carbono dos ecossistemas e apoiam na tomada de decisão para melhores práticas a favor do enfrentamento da crise climática.
Uma das mais novas torres foi instalada em 2025 na Reserva Particular do Patrimônio Natural Lontra (BA). “Vale lembrar que já utilizamos modelos estatísticos avançados, desenvolvidos a partir de dados coletados em campo nas áreas da companhia e outras regiões do Brasil, o que aumenta a precisão das estimativas do carbono estocado e fortalece a credibilidade dos inventários de emissões e remoções”, acrescenta Gabriela Matzner, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Manejo Florestal da Bracell.
Outros achados no relatório
O relatório salienta outros achados na jornada ESG empregados pela companhia. Um exemplo é a conclusão em 2025 da instalação de uma nova planta de cozimento em uma das linhas de produção da fábrica de celulose em Camaçari (BA), que conta com processos de segurança mais robustos e a redução de 20% no consumo de produtos químicos de cozimento e de 30% de vapor.
“Também permite maior retorno de condensado de vapor e recuperação de 100% da água de selagem, o que reduz o consumo de água na fábrica, alinhado com os objetivos do Bracell 2030”, frisa o relatório.
A íntegra está disponível neste link
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Acervo Bracell




