A conexão entre negócios, pessoas e ações de governos em prol da sustentabilidade é um motor para que o enfrentamento de diversos desafios ambientais e sociais se torne mais efetivo e viável. Um exemplo vem do Paraná, que recentemente, atento a essa pauta, sediou o seminário “Recursos para as OSCs: Leis de Incentivo, Emendas e Doações” na Assembleia Legislativa (Alep), reunindo representantes de organizações da sociedade civil (OSCs), gestores públicos, especialistas e profissionais do terceiro setor para aprofundamento sobre execução, financiamento e projetos de impacto social.
Um dos destaques foi a implantação do Hub do Bem, que visa aproximar OSCs e empresas interessadas em investir em projetos sociais. A plataforma abarca o cadastro dessas entidades para apresentação de projetos e busca por parcerias. Na outra ponta, as companhias podem encontra-las de maneira mais fácil, formando uma governança colaborativa (assunto, aliás, já tratado aqui).
“As organizações podem ter uma segurança maior, já que a Escola do Legislativo entra com suporte e integração, mas também o Conselho de Ação Social da Assembleia e as demais diretorias dão esse apoio. Entra o aspecto da transparência, mas também da segurança e da base legal para que tudo isso possa continuar”, explicou o diretor da Escola do Legislativo, Jeulliano Pedroso, órgão responsável pela resolução da plataforma e capacitação das partes interessadas.
ONGs, corporações e meio ambiente
Já na iniciativa privada, grandes companhias se unem a ONGs para fomentar ações ambientais. A fabricante de produtos de higiene e limpeza Ypê conta com uma parceria de longa data (2007) com o SOS Mata Atlântica para o plantio de árvores, por meio do projeto Corredores de Vida, liderado pela Fundação.
As estimativas envolvem o plantio de 12 milhões de árvores até este ano e a ação conecta fragmentos florestais da Mata Atlântica, promovendo a biodiversidade e desenvolvimento local, em um esforço de reflorestamento colaborativo que se tornou referência no Brasil. Em entrevista ao Estadão, Gustavo de Souza, diretor de Sustentabilidade da Ypê, reforça a ideia de responsabilidade compartilhada no cuidado do planeta. A partir dessa premissa, quando as empresas se unem a organizações com esse propósito, há um alcance ampliado de ações com benefícios que extrapolam “as fronteiras de cada instituição”.
Outra parceira é com a produtora de energia renovável Casa dos Ventos (noticiamos anteriormente o assunto) para o fornecimento até 2039 a partir do Complexo Rio do Vento, com capacidade instalada de 1.038 MW. Vale ressaltar que essa prática está presente desde 2022, com 100% da energia usada das operações da Ypê vinda de fontes renováveis.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Orlando Kissner/Assembleia Legislativa do Paraná




