Uma pesquisa feita pela Bloomberg Intelligence mostra que, somente em 2025, investidores ampliaram aplicações em ativos ligados à transição climática, apesar dos recuos regulatórios nos EUA e na Europa. Segundo o levantamento, divulgado pelo Vero Notícias, a emissão global de títulos e empréstimos verdes alcançou US$ 947 bilhões no ano, impulsionada por negócios como o de energia renovável, que caminham para os primeiros ganhos anuais desde 2020, superando o índice S&P 500 e ampliando os investimentos.
Já no Brasil, o panorama é abrangente: para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, o país vive uma virada ecológica, com a consolidação de um novo ecossistema de investimentos sustentáveis, unindo os setores público e privado e a sociedade civil em torno da transformação do meio ambiente em ativo econômico.
A ministra frisou ainda a importância de programas como o Fundo Clima, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, conhecido pela sigla em inglês TFFF (tema já debatido aqui), e o Eco Invest, para investimentos privados sustentáveis e atrair capital externo para projetos de longo prazo.
“O Eco Invest e o Fundo Clima fazem parte de uma estratégia de transversalidade ambiental no governo, permitindo que o Brasil se torne o melhor e maior endereço para investimentos verdes ao combinar estabilidade institucional, bioeconomia e inovação tecnológica. Estamos criando um novo ecossistema para negócios e, principalmente, para mentalidades”, afirmou a ministra, à CNN.
Destaque capixaba
O Espírito Santo está vivendo uma onda positiva de investimentos, no caso, em nove projetos dedicados em energias renováveis, eficiência energética, eletrificação de processos produtivos, economia circular, infraestrutura e tecnologias de baixo carbono.
Segundo a Bússola do Investimento do Observatório da Federação das Indústrias do estado (FINDES), as estimativas estão de recebimentos na casa dos R$ 4,4 bilhões até 2031. Os setores que mais receberão investimento são metalurgia (R$ 1,9 bilhão), extração de minerais metálicos (R$ 1,8 bilhão), saneamento (R$ 270 milhões) e fabricação de veículos automotores (R$ 260 milhões)”, elenca a gerente de Estudos Estratégicos do Observatório, Carolina Ferreira.
O presidente da FINDES, Paulo Baraona, acrescenta que dos mais de R$ 104 bilhões em investimentos previstos para os próximos cinco anos no ES, em torno de 60% têm origem no setor industrial. “Esse ciclo se traduz no fortalecimento das cadeias produtivas e na ampliação de oportunidades econômicas em todas as regiões do estado. E, é ainda mais positivo, com investimentos na economia verde”, comemora.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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