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ESG

PMEs contam com tecnologia para facilitar no reporte de dados ESG

PMEs contam com tecnologia para facilitar no reporte de dados ESG - Fitec Tec News

As micro e pequenas empresas (MPEs) estão se consolidando como as principais responsáveis pela geração de empregos formais no Brasil. Um levantamento do Sebrae aponta que, entre janeiro e novembro de 2025, mais de 1,3 milhão de pessoas foram contratadas com carteira assinada por pequenos negócios – número que representa sete em cada dez novas vagas celetistas criadas no mesmo período.

Isso mostra não somente a força desses negócios, mas também como essa massa de empreendedores fazem girar a roda dos compromissos ESG, podendo, inclusive, mensurar e reportar essas ações. O desafio principal em aplicar isso está em reunir dados, compilar informações e elaborar esses reports com de acordo com o Global Reporting Initiative (GRI), exigido por investidores e multinacionais.

Ele contém os padrões da IFRS Foundation, que no Brasil foram incorporados pelo CBPS (Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade) para divulgação de sustentabilidade, ou seguem as métricas do Sustainability Accounting Standards Board (SASB). Segundo Geovana Conti, CEO da Paresi.Social, startup curitibana desenvolvedora da ferramenta digital Plataforma Paresi, os pequenos negócios ainda desconhecem esses regramentos.

A plataforma criada pela startup simplifica a coleta, organização e análise de dados e indicadores de impacto social e ambiental gerados por ações e projetos de sustentabilidade executados ou financiados por empresas. “Nela é possível lançar ações ambientais e sociais, detalhar cada uma delas e deixar por conta da Inteligência Artificial da Paresi a criação de indicadores, sugestões de textos em padrão GRI e sumário executivo de resultados, tudo de forma intuitiva, simples, segura e acessível, mesmo para quem não é formado no assunto”, acrescenta a gestora.

Novidades do setor

Uma das novidades que estão em alta é a obrigatoriedade às companhias de capital aberto, fundos de investimentos e securitizadoras, que atuam no Brasil em divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, conforme estabelecido na Resolução 193 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM, saiba mais aqui).

Na prática, os primeiros relatórios com tal mandatória devem começar a ser publicados em 2027, referentes ao exercício de 2026 e precisam seguir os padrões internacionais de sustentabilidade alinhados ao IFRS Foundation, abordando temas como governança, estratégia, gestão de riscos e métricas relacionadas à sustentabilidade, com requisitos específicos para riscos e oportunidades associados ao clima.

Entidades como a Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) Amec (Associação dos Investidores no Mercado de Capitais), Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento), CFC (Conselho Federal de Contabilidade), Ibracon (Instituto Brasileiro de Contabilidade), entre outras, enviaram à CVM uma carta sugerindo a prorrogação da obrigatoriedade ou a continuidade da adoção voluntária.

Em resposta, a autarquia manteve o cronograma, mas estuda ajustar pontos na resolução. “O objetivo é tornar alguns requerimentos mais claros, conceder alívios adicionais aos já existentes e alinhar os requerimentos atuais ao previsto na Resolução CVM nº 232/2025”, informa matéria do Funds Society.

Letramento também para PMEs

A Câmara Brasil-Alemanha (AHK São Paulo, confirma matéria da Veja) um criou programa para atender as PMEs, com treinamentos sobre eficiência energética, relatórios ESG e inovação verde e aceleração de projetos.

Atualmente, o programa PMEs Go Green já alcançou cerca de 210 empresas e 400 executivos, por meio de workshops, mentorias e iniciativas de aceleração, especialmente às empresas que desejam criar/moldar produtos e serviços sustentáveis às exigências ESG do mercado global.

Mais informações neste link.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Freepik

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