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Mudanças Climáticas Tecnologias

Soluções inteligentes para aliviar o calor nas empresas exigem planejamento sustentável

Soluções inteligentes para aliviar o calor nas empresas exigem planejamento sustentável - Fitec Tec News

Nunca antes a crise climática e as relações com problemas crescentes em lidar com o calor excessivo nas grandes cidades estiveram tão em evidência. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) está elaborando um Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR Brasil) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Uma das ações está nos equipamentos de refrigeração, como os ares-condicionados, para redução de emissões diretas, associadas aos gases refrigerantes usados em tais sistemas, e indiretas, decorrentes do consumo de energia elétrica desses equipamentos, bem como a adoção de estratégias mais sustentáveis, como as Soluções Baseadas na Natureza (SBN, confira matéria feita anteriormente aqui sobre o tema) e resfriamento passivo, incluindo ventilação natural, sombreamento e projetos arquitetônicos bioclimáticos.

Um diagnóstico nacional sobre a demanda por resfriamento, definição de instrumentos de implementação, cronograma de ações e indicadores para monitoramento também estão em pauta nesse plano de enfrentamento, salienta a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou a necessidade de integrar medidas de mitigação e adaptação climática.

“Na raiz do problema, estão os esforços para mitigar e, obviamente, isso requer recursos. Mas também exige que avancemos na agenda de adaptação, já que estamos vivendo sob os efeitos das mudanças do clima e agora estamos no espaço da implementação e da mobilização de recursos à execução dos acordos estabelecidos”, endossou a ministra durante o lançamento do PNAR, em Brasília, em março.

 

Calor em ambientes ocupacionais variados

O calor excessivo em ambientes industriais é um desafio crescente para empresas de diversos setores e uma das soluções clássicas é a utilização do ar-condicionado, o que pode gerar despesas não apenas na conta, mas também um prejuízo à sustentabilidade, especialmente quando estas estão na jornada ESG.

Segundo estimativas do setor elétrico, o equipamento pode responder por até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, o que pode ser ainda mais proeminente nas empresas. O emprego de soluções mais ambientalmente responsáveis é essencial para evitar tal demanda; Marina Silva, aliás, destacou que controlar a elevação da temperatura global deve ir além da ampliação do uso de equipamentos de climatização, mas na incorporação de novos padrões de construção, o que inclui as empresas.

É preciso ter mente, contudo, que as condições de um escritório, em que os sistemas de ar-condicionado mantêm temperaturas homogêneas e controladas, são totalmente diferentes de um chão de fábrica, que exige soluções específicas e energeticamente inteligentes para combater fontes de calor intensas e pontuais.

Na visão de Carlos Santos Junior, engenheiro de aplicação da Sicflux, ao Portal Engenharia e Arquitetura, além da busca está no equilíbrio de alcançar esse conforto entre a quantidade de calor perdida para o ambiente é igual à quantidade de calor gerada pelo metabolismo humano, considerando também variáveis, como o nível de esforço físico dos colaboradores e o impacto das vestimentas e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que não deixam de funcionar como isolantes térmicos.

 

Tecnologia evaporativa reduz até 95% o consumo de energia

A Ecobrisa, fabricante de climatizadores evaporativos, conta em seu portfólio com uma linha de produtos que promete um consumo de energia até 95% menor do custo operacional, graças a um método milenar de evaporação natural da água para resfriar o ar.

O método é sem compressores, sem fluidos refrigerantes e sem os picos de energia, que consequentemente encarecem a conta de luz. Para se ter uma ideia, de acordo com a companhia, um ar-condicionado convencional de 12.000 BTUs (sigla para British Thermal Unit – Unidade Térmica Britânica – que define a potência desses produtos) pode gerar uma despesa mensal de R$ 200,00 ou mais, pois modelos antigos chegam a ultrapassar R$ 300,00 na fatura.

“O ar-condicionado convencional não é apenas caro para manter, ele é ineficiente por princípio. Os climatizadores evaporativos entregam conforto térmico real com uma fração do custo operacional de energia, o que faz diferença tanto para a família que quer dormir bem no verão quanto para o empresário que precisa climatizar o estabelecimento sem ver o lucro ‘evaporar’ na conta de energia”, explica Juan Ormachea, diretor-executivo da empresa.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Ecobrisa/Divulgação

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