Elas são leves, fáceis de transportar, podem ser transparentes, o que facilita a visualização, além de diminuir custos logísticos, de armazenamento, bem como facilitam o momento de descarte correto para reciclagem: as embalagens flexíveis estão se destacando no mercado global, acompanhando a evolução das indústrias e as necessidades dos consumidores, que optam por produtos que não usam tantos invólucros.
Trata-se de itens feitos com materiais que permitem uma moldagem maleável, permitindo adaptações a diferentes formatos, ideais para setores como alimentos, cosméticos e farmacêuticos, com opções stand-up pouch, com zíper, dosadores e os tradicionais abre e fecha.
Em números, o mercado global de flexíveis até 2026 está na cada de US$ 315 bilhões, com um crescimento médio anual de 4,2%, segundo a consultoria Smithers, já a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF), o setor nacional movimentou cerca de R$45 bilhões em 2024. E o setor alimentício encabeça esse cenário, especialmente pela praticidade e segurança no acondicionamento de produtos.
“A embalagem é uma necessidade da vida as flexíveis tratam cerca de 50% do mercado na área de alimentos. Sem elas, não teríamos como distribui-los de forma segura globalmente”, comenta, ao Food Connection, Eduardo Berkovitz, presidente da ABIEF.
Mercado de olho no frescor e na sustentabilidade
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE, 2021) releva que clientes apreciam embalagens transparentes, já que há a sensação de verificar a qualidade e frescor está baseada na aparência do item.
Vinicius Soares, Vice-Presidente e General Manager LATAM da Sealed Air, empresa do segmento, explica que além dessa vantagem, a opção também está alinhada na sustentabilidade, já se tornaram uma espécie de “vitrine do produto”, garantindo destaque ponto de venda e, consequentemente, a rotatividade, minimizando desperdícios.
“Por utilizarem menos material e serem mais leves, essas embalagens conferem menos recursos na produção e geram menor emissão de carbono no transporte”, escreve o gestor, ao ESG Inside.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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