Um levantamento da FAO (Food and Agriculture Organization), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, mostra que 95% dos alimentos vêm por meio do solo, e, na outra ponta, 33% estão degradados, afetando diretamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo, por conta dessa carência de micronutrientes nos plantios em terras inférteis.
No Brasil, soluções despontam para melhorias, recuperação e manutenção nos territórios. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desenvolveu e fomenta programas como o Solo Vivo, o PronaSolos e o Caminho Verde Brasil, todos com objetivo central de investir na saúde do solo como forma de também investir no futuro do país.
“Solo saudável é sinônimo de alimento na mesa, água de qualidade e cidades mais resilientes. Quando recuperamos áreas degradadas e ampliamos o conhecimento sobre nossos solos, estamos garantindo segurança alimentar e deixando um legado de sustentabilidade para as próximas gerações”, salienta o ministro da Mapa, Carlos Fávaro.
Mapeamento do solo e ação
Na Bahia, o Projeto de Recuperação Hidroambiental da microbacia do Ribeirão Boa Sorte, em Barreiras, iniciativa implantada por meio de um acordo de cooperação técnica entre Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a Codevasf e o Instituto Aiba, tem como propósito a execução de ações voltadas à conservação do solo, da água e da biodiversidade no Cinturão Verde local.
Além de um diagnóstico técnico envolvendo pesquisa de campo e entrevistas com moradores, houve a construção de 243 barraginhas, pequenas bacias para retenção da água da chuva, reduzindo erosão e assoreamento e ampliando a recarga do lençol freático.
Na opinião do secretário de Meio Ambiente, Demósthenes Júnior, os avanços são promissores, porém é fundamental a conscientização dos produtores para a continuidade das práticas sustentáveis. “A recuperação ambiental melhora a fertilidade da terra, favorece a infiltração e reduz a dependência de insumos químicos. A conservação da água e do solo funciona como um filtro natural, garantindo abastecimento mesmo em períodos de seca”, conclui o secretário.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Prefeitura de Barreiras (BA)




