Sustentabilidade

Inovações na pecuária brasileira despertam interesse global em sustentabilidade

Inovações na pecuária brasileira despertam interesse global em sustentabilidade - Fitec Tec News

 

As tecnologias e formas de manejo sustentável na pecuária nacional estão trazendo comitivas internacionais para troca de experiências e aprendizagens. Apenas na Embrapa Pecuária Sudeste, 19 missões internacionais estiveram presentes aqui em 2025, ou 55 visitantes estrangeiros de 14 países, dos cinco continentes.

 

Os visitantes foram principalmente da Europa (37,5%) e da África (25%) para conhecer as inovações brasileiras no setor de pecuária e as instalações da unidade, localizada em São Carlos (SP). Entre as soluções estão a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a recuperação de pastagens e a pecuária de precisão.

 

“A recuperação de pastagens degradadas é, talvez, o elemento mais estratégico, pois não só pode reverter a degradação ambiental, um dos principais emissores de gases de efeito estufa, como transformar essas áreas em eficientes reservatórios de carbono”, explica Alberto Bernardi, articulador internacional na Embrapa Pecuária Sudeste.

 

Pesquisadores da Embrapa também realizaram visitas técnicas e participaram em 2025 de eventos técnico-científicos em países como Argentina, Áustria, China, Estados Unidos e Quênia.

 

Biofertilizantes na agricultura e pecuária

 

Os exemplos ESG na agricultura e pecuária brasileira são inúmeros e rendendo prêmios, inclusive. Em Pernambuco, a Masterboi, empresa recifense especializada no processamento e distribuição de carne bovina e outros alimentos, foi contemplada no IX Prêmio ESG Fiepe 2025 (íntegra dos contemplados aqui), na categoria Grande Empresa, pela experiência desenvolvida na unidade de Canhotinho, no Agreste pernambucano, conhecida como a capital do boi de corte.

 

Trata-se de um sistema que transforma efluentes tratados em biofertilizantes, a fertirrigação circular. “Além de não lançar poluentes no meio ambiente, a fertirrigação aplica nutrientes no solo. Trabalhamos com controle total do consumo de água e com responsabilidade ambiental”, comenta Jéssica Santos, gerente regional de Meio Ambiente na unidade.

 

Hugo Milhomens, gerente regional de Meio Ambiente na empresa, acrescenta que a legislação permite o lançamento dos efluentes tratados em corpos hídricos ou no solo. “Optamos pelo solo formado com pastagens, mas para isso desenvolvemos um sistema que capta, trata e devolve esse material como um biofertilizante rico em nutrientes. Com isso, contribuímos para a conservação dos serviços ecossistêmicos e para o microclima local”, conclui.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: wirestock; Freepik

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *