Água e efluentes

Estudos analisam qualidade da água e impactos ambientais por conta da ação humana

Estudos analisam qualidade da água e impactos ambientais por conta da ação humana - Fitec Tec News

 

A conscientização ambiental perpassa desde o consumo consciente de água até como os impactos das atividades humanas podem prejudicar as condições hídricas e de solo, o que engloba o papel da sociedade e a viabilização de políticas públicas, estudos técnicos e mobilização das esferas de governo para a resiliência.

Um caso recente envolve um dos cartões-postais da cidade de Campina Grande (PB), o Açude Velho, em que toneladas de peixes mortos foram retirados do local. Um problema frequente, porém, com maior escala, levou a Prefeitura, Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) e Secretaria de Obras de Campina Grande (Secob) a discutir ações emergenciais e de longo prazo para lidar com o caso, cujas hipóteses é de crime ambiental.

Ao Jornal da Paraíba, o secretário de Obras, Joab Machado, afirma que estudos técnicos por parte da Universidade Federal de Campina Grande para revitalização estão sendo feitos, o que inclui viabilizar a dragagem de reservatório para melhorar a qualidade da água e reduzir o acúmulo de sedimentos, além de sistemas de oxigenação da água.

 

Monitoramento da água

 

Já em Jundiaí (SP), a prefeitura firmou uma parceria entre a Fundação Serra do Japi, a DAE Jundiaí e pesquisadores da UniAnchieta, com estudos realizados na Serra do Japi, na Cachoeira da Morangaba e em parques e espaços públicos da cidade.

 

Na Serra do Japi, a qualidade da água é monitorada por meio de coletas regulares, em frentes de pesquisas que abrangem análises microbiológicas, físico-químicas e na identificação de interferências antrópicas, ou seja, como as ações humanas interferem na biodiversidade local.

 

“O objetivo é verificar se a ação humana está interferindo na qualidade da água. Até o momento, os resultados das análises físico-químicas e microbiológicas estão dentro dos parâmetros do Conama Classe 1”, explica uma das participantes, a estudante de Engenharia Química da UniAnchieta, Erika Magalhães Zaniqueli.

 

Cenário global alarmante

 

Um relatório recente do Banco Mundial aponta um cenário não muito animador: os continentes da Terra estão perdendo cerca de 324 bilhões de metros cúbicos de água doce por ano, suficiente para abastecer por ano 280 milhões de pessoas. A perda acontece em diversas regiões do planeta, representando um sinal de alerta sobre a deterioração dos recursos hídricos terrestres, informa o documento, divulgado pelo Aventuras na História.

Políticas mais eficazes, o uso eficiente da água na agricultura, o fortalecimento da governança de recursos hídricos, a proteção de zonas úmidas e ecossistemas naturais que atuam como “esponjas”, bem como investimentos em tecnologias reutilização (assunto já falado aqui) estão entre as recomendações do Banco Mundial para que esse presente garanta um futuro mais hidricamente exitoso.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Prefeitura Municipal de Jundiaí (SP)

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