“Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo”. Esse provérbio africano se encaixa perfeitamente quando se refere à governança colaborativa no ramo dos negócios, ou seja, na capacidade de integrar sustentabilidade, propósito e retorno financeiro entre operações e clientes.
Um desses métodos é o cooperativismo: estima-se que existam três milhões de cooperativas no mundo, responsáveis por empregar cerca de 10% da população economicamente ativa e uma delas é a Coopercompany, considerada pioneira no Brasil do ramo de infraestrutura com foco em telecomunicações, tecnologia e energia. A partir de um modelo que prioriza a colaboração entre associados, a tomada de decisão democrática e a geração de valor compartilhado, a cooperativa está trabalhando com uma solução que integra gestão e faturamento de energia renovável para proporcionar economia de até 24% na conta de luz, sem reformas ou investimentos.
Para Igor Sigiani, diretor-presidente da cooperativa, ao InforChannel, modelos de negócio em que sustentabilidade e resultado caminham juntos podem auxiliar quem busca resultados a longo prazo. “Quando pessoas e propósito estão conectados, a sustentabilidade deixa de ser um discurso e passa a orientar escolhas reais. No cooperativismo, o cooperado é parte ativa da estratégia, o que gera mais comprometimento e visão de longo prazo”, defende.
Turismo sustentável e colaborativo
A inovação e a governança colaborativa ganham relevância como instrumentos para fortalecer o desenvolvimento dos territórios turísticos, segundo informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Um modelo que está em alta é o turismo regenerativo, que tem em seu escopo a abordagem capaz de articular dimensões ecológicas, sociais e econômicas, promovendo impactos positivos de longo prazo, com a participação de participação de diferentes atores, incluindo comunidades anfitriãs, setor privado e poder público.
“O turismo sustentável avançou muito, mas também evidencia seus limites. As inovações com maior potencial de transformação são aquelas que envolvem governança colaborativa e participação das comunidades, porque atuam diretamente na regeneração dos territórios”, comenta a professora e pesquisadora Fernanda Lopes, analista em Sustentabilidade da CNC.
E esse propósito está em relevância: de acordo com um relatório da plataforma de reservas Booking.com (2024), 75% dos viajantes afirmam querer viajar de forma mais sustentável nos próximos 12 meses. “Percebemos os viajantes americanos e europeus se preocupando, cada vez mais, com os impactos que deixam localmente e valorizando experiências que deixam retribuições, chamado de giving back”, acrescenta Tatiana Paixão, hoteleira e presidente do MUDA! Coletivo Brasileiro pelo Turismo Responsável, especializado nesse modelo.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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