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Reciclagem

Levantamento mostra que brasileiros querem reciclar, mas a prática é ainda tímida

Levantamento mostra que brasileiros querem reciclar, mas a prática é ainda tímida - Fitec Tec News

Quem nunca teve dificuldades em aplicar a prática da reciclagem no local de trabalho, em casa ou mesmo no bairro? Pois essa vontade é bem aceita pelos brasileiros, mas, literalmente, “pôr a mão na massa” ainda é uma ação complexa e até mesmo desconhecida por uma parcela da população. Um estudo inédito do Vox Lab, laboratório de pesquisas do Instituto Recicleiros, mostra que 81% dos entrevistados dizem separar resíduos recicláveis em casa, mesmo em um país onde apenas 4% a 8% do lixo potencialmente reciclável é de fato reaproveitado, ou seja, reciclar tem potencial, mas ainda é muito incipiente.

A pesquisa contextualiza que, quando questionados sobre o próprio conhecimento, 60,4% atribuíram notas entre 7 e 10 para o que sabem sobre reciclagem, mas 27,8% afirmaram ter a vontade de aprender como fazer o descarte correto e 25,6% querem saber quais materiais são recicláveis, por fim, 26,6% admitiram não conhecer os dias e horários da coleta seletiva em seus territórios.

“A reciclagem é amplamente difundida em escolas, embalagens e campanhas institucionais, o que gera a percepção de ‘já saber’. Mas esse conhecimento é declarativo, não processual, reforçando valores morais, sem construir competências operacionais nem promover aprendizagem prática”, comenta, ao Um Só Planeta, Mônica Alves, pesquisadora no Recicleiros.

O levantamento levou dois anos em que as equipes do Vox Lab ouviram 4.419 pessoas em 11 cidades, distribuídas por oito estados e quatro regiões, e contou com apoio da SIG, especialista no fornecimento de soluções de embalagens. “A reciclagem vai muito além da gestão de resíduos: ela é um vetor de impacto ambiental, social e econômico”, avalia Isabela De Marchi, gerente de Sustentabilidade da SIG para a América do Sul.

 

Aprendendo a reciclar na sala de aula

 

Como citado, discutir a reciclagem na sala de aula tem como desafio não apenas a adesão, mas a absorção e continuidade desse conhecimento, ponto que não pode ser visto como um desanimador, mas impulsionador de inciativas, a exemplo das pesquisadoras Thalita Martins de Oliveira e Rosebelly Nunes Marques, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/USP) em Piracicaba (SP), que lançaram o livro Reciclando Ideias: Sequências Didáticas STEAM sobre Resíduos para o Ensino Médio (faça o download).

 Segunda obra da série STEAM na Prática, publicado gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP, as autoras usaram o conceito abordagem STEAM — acrônimo em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — como trilha para provocar reflexão, investigação e tomada de decisão sobre o tema dos resíduos.

“Ao integrar essa questão em diferentes áreas, os estudantes são incentivados a formular perguntas, testar soluções e comunicar ideias por meio de diversas linguagens, tornando o aprendizado um exercício de participação social ativa”, informa matéria do Jornal da USP.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Freepik

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