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Sustentabilidade

Pensar no design de fachadas de edifícios dá amplitude para sustentabilidade

Pensar no design de fachadas de edifícios dá amplitude para sustentabilidade - Fitec Tec News

Ao passar pelas ruas das cidades é perceptível a predominância de edifícios cada vez mais altos, com espaços ainda mais compactos e com apelo de venda que vai conforme os benefícios que os compradores esperam, o que inclui as soluções ambientalmente responsáveis.

Eis que o setor investe mais em projetos que envolvam tecnologia construtiva, economia de energia e conforto térmico, a exemplo das fachadas ventiladas. Formada por camadas independentes, suas estruturas metálicas são ancoradas às paredes impermeabilizadas da edificação, proporcionando um espaço de ar entre o revestimento externo — que pode ser de porcelanato, cerâmica, painéis metálicos ou outros materiais — e a parede.

Amplamente utilizado na Europa e auferindo espaço no Brasil, esse sistema permite uma ventilação natural contínua, conhecida como “efeito chaminé”, que reduz a absorção e a transferência de calor para o interior do edifício. Maurício Fassina, diretor de operações da GT Building, explica que o conceito ganhou força graças a procura crescente por eficiência energética, durabilidade e conforto ambiental.

Ao Segs, o especialista destaca o empreendimento tocado pela empresa, o Edifício Oás, que ao concluir será mais alto de Curitiba, conta em seu projeto com tal tecnologia. Segundo o gestor, estudos realizados mostraram uma redução de até 5°C nas temperaturas internas em comparação às fachadas convencionais, sem o uso de sistemas de climatização. “Essa eficiência térmica pode representar economia de cerca de 30% no consumo de energia elétrica com ar-condicionado, especialmente nos períodos de mais calor”, descreve.

 

Edifício Itália é pioneiro no conceito

O icônico Edifício Itália, presente no centro de São Paulo, é considerado pioneiro no conceito de arquitetura sustentável, ao reunir o uso estratégico de brises-soleil, responsável por controlar a incidência solar, favorecendo a iluminação natural e reduzindo a carga térmica interna. Seu arquiteto, o arquiteto alemão Franz Heep projetou há mais de 60 anos o empreendimento (1965), se baseando nas formas elípticas e no desenho das aberturas para estimular a circulação de ar, contribuindo para o conforto térmico diminuindo o uso de ar-condicionado.

Para comemorar o marco, o Edifício Itália realizou, em parceria com a KPMO Cultura e Arte (confira informações sobre o livro com o tema), tours guiados que apresentaram a arquitetura e a arte desse espaço que marca a cidade, conduzidos por professores de arquitetura e urbanismo para destacar o projeto original de Heep, suas soluções climáticas e as obras de arte integradas ao edifício.

Mais informações sobre as visitas guiadas neste link.

 

Placa solar nas fachadas dos edifícios

Se a adesão de placas fotovoltaicas já caiu no gosto de muitas pessoas (confira matéria sobre o assunto aqui), a integração delas diretamente nas fachadas de edifícios representa o futuro da arquitetura sustentável, ainda em estudo.

Denominada tecnologia BIPV (Building-Integrated Photovoltaics), substitui materiais de construção tradicionais por células geradoras, por meio de nanotecnologia e sem deixar de lado a avaliação especializada, pois é preciso uma análise das condições das edificações, localidade e outras interferências para tal instalação, que ainda é complexa e cara.

“Prédios em áreas urbanas densas conseguem aproveitar toda a sua superfície vertical para produzir eletricidade limpa e renovável de forma constante”, destaca matéria do Olhar Digital.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Divulgação

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