Energia

Energia limpa beneficia comunidades rurais e gera oportunidades de boas práticas socioambientais

Energia limpa beneficia comunidades rurais e gera oportunidades de boas práticas socioambientais - Fitec Tec News

 

 

A promoção de energias renováveis não deixa de enfrentar desafios e demandas, mas também é uma mola propulsora para diversas inovações e avanços, como ser uma impulsionadora de economia, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida para comunidades urbanas e rurais.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês), divulgados pelo Observatório do Clima, a capacidade de geração no mundo a partir de fontes renováveis cresceu 582 gigawatts em 2024, aumento de 19,8% em relação a 2023 e o maior salto em 25 anos.

A energia solar foi uma das líderes, sendo responsável por 77,8% desses acréscimos, representando 452,1 gigawatts. Mesmo assim, os números ainda são considerados insuficientes para atingir a meta climática de triplicar a capacidade até 2030, acordada por mais de 100 países na COP28, em Dubai, em 2023.

“Para salvaguardar os ganhos da transição energética, devemos reforçar a cooperação internacional, garantir cadeias de suprimentos abertas e resilientes e criar políticas estáveis e estruturas de investimento, especialmente no Sul Global”, defende Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.

 

Benefícios às comunidades rurais

Com cerca de 300 dias de sol por ano, Minas Gerais apresenta um dos maiores potenciais solares do país, chegando a 1.100 kWp e geração de 3,25 milhões de kWh de energia renovável. De olho nessa economia, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) investiu mais de R$ 6 milhões na implantação de 100 usinas solares fotovoltaicas nos últimos cinco anos no estado.

Tal ajuda beneficia poços tubulares de abastecimento de água, unidades de processamento de frutas e mel, agricultura familiar, oficinas de corte e costura, além de atividades domiciliares e comunitárias em áreas rurais. O sistema utilizado é o on-grid, ou seja, permite que a energia gerada seja compensada na rede elétrica, conforme explica Rodrigo Ugoline, engenheiro eletricista da Codevasf em Minas. “A produção energética nas áreas rurais e urbanas resulta na redução significativa das faturas de eletricidade, beneficiando diretamente as comunidades atendidas”, diz.

 

Rumo à transição energética

O Rio Grande do Norte abriga, há três anos, uma das unidades do Polo Sebrae de Energias Renováveis. Localizado em Natal, o espaço tem proeminência para 17 unidades estaduais da rede, todas focadas em auxiliar empreendedores, pequenas empresas e startups que trabalham ou desejam atuar nos setores de energia eólica, solar fotovoltaica e biogás.

 

Nesse ano, o Sebrae assinou dois acordos de cooperação pertinentes para impulsionar soluções para a transição energética: a renovação da parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas e a parceria entre o Sebrae Nacional e o Sebrae-RN.

 

Essa última para a contratação de uma empresa especializada do Sistema Sebrae na implementação de um Polo de Referência e Disseminação Sebrae em Energias Renováveis, que atuará de forma híbrida na troca de saberes e a disseminação de boas práticas para todo o país.

 

“O Rio Grande do Norte ocupa posição de destaque nesse cenário por ser o maior gerador de energia eólica do Brasil, apresentar crescimento consistente na geração de energia solar e atuar em projetos estruturantes de hidrogênio verde”, relatou Lorena Roosevelt, gerente do polo potiguar.

 

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Fotos: Divulgação/Codevasf

 

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