Energia

Estudos apontam que armazenamento por baterias é mais vantajoso que combustíveis fósseis

Estudos apontam que armazenamento por baterias é mais vantajoso que combustíveis fósseis - Fitec Tec News

Um estudo da Volt Robotics, divulgado pelo NeoFeed, revela que o Brasil desperdiçou 20% de toda a energia eólica e solar disponível, fenômeno conhecido como curtailment, gerando um prejuízo de R$ 6,5 bi ao setor elétrico em 2025, ou dez meses de produção da Usina de Belo Monte. Gargalos na transmissão, excesso de oferta e contratos com térmicas são só a ponta do iceberg para tal cenário, mas também uma oportunidade para um nicho de mercado que está em crescimento, o de armazenamento em baterias.

Segundo outro relatório, esse da Associação Internacional de Energia Renovável (IRENA) mostra que as fontes solar e eólica combinadas com armazenamento têm alta confiabilidade e já fornecem eletricidade de forma econômica e ininterrupta.

Em números, o estudo divulgado pelo ClimaInfo aponta que os custos nivelados de eletricidade (LCOE) para fontes solares com armazenamento variam de US$ 54 a US$ 82 por megawatt-hora (MWh) em regiões com recursos de alta qualidade, ou seja, média inferior a, por exemplo, US$ 70 a US$ 85 por MWh para novas plantas de carvão na China e a US$ 100 por MWh para novas usinas a gás.

 

Mercado promissor para baterias

Para Aleksander Skaare, country manager no Brasil da Scatec, multinacional norueguesa de energias renováveis, esse cenário não demonstra uma falha na área de renováveis, mas um impulso para que o setor evolua.

Em artigo à CNN, o gestor explica que as tecnologias de BESS (Battery Energy Storage System ou Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias) absorvem o excesso de geração quando a oferta supera a demanda e o liberam quando o sistema necessita. Consequentemente, há a estabilidade na rede, reduzindo desperdícios. “Para os investidores, também restauram a previsibilidade — um elemento essencial para a alocação de capital de longo prazo. O armazenamento em baterias é o próximo passo natural dessa trajetória”, escreve.

O Brasil pretende, para junho, realizar o primeiro leilão de megabaterias e, de acordo com projeções divulgadas pelo InvestNews, abrirá espaço para 2 GW em energia estocada.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: redgreystock/Magnific

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *