Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 43% das empresas no Brasil afirmam contar com uma estrutura voltada ao ESG, com adesão maior entre as grandes (65%), seguido de médias (38%) e pequenas (24%). O tema ganhou destaque entre os eventos deste mês com o “ESG na Indústria: aprendizados e perspectivas” promovido pela entidade, reunindo players para discutir os rumos desse tripé e avanços econômicos em meio a conjuntura global.
Um dos assuntos que ganharam corpo foi a Resolução nº 244/2026, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que altera a Resolução nº 193/2023, revogando a exigência de companhias abertas divulgarem informações financeiras relacionadas à sustentabilidade em conformidade com as normas IFRS S1 e S2, passando a seguir modelos voluntários (confira mais no Portal TECNEWS).
Para Vania Borgeth, vice-coordenadora de Relações Internacionais do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), essa decisão é um retrocesso, endossando que os reportes deixaram de ser apenas um documento de marketing, mas um instrumento financeiro robusto de gerenciamento de riscos.
“O Brasil foi pioneiro ao anunciar a obrigatoriedade. O recuo pode ser interpretado pelo mercado externo como uma perda de prioridade na agenda climática”, completou a especialista durante o evento, que também falou de Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), descarbonização e vantagens competitivas no âmbito ESG.
Eventos e prêmio inédito no Espírito Santo
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) realiza pela primeira vez o Prêmio FINDES ESG, buscando valorizar boas práticas de sustentabilidade da indústria capixaba, nas categorias Ambiental, Social e Governança, em um total de nove vencedores.
Podem participar indústrias de pequeno, médio e grande porte com projetos ou práticas ESG implementados entre um e três anos antes da data de inscrição (confira mais). “A indústria tem um papel fundamental na construção de um Espírito Santo mais competitivo e sustentável”, comemora Paulo Baraona, presidente da FINDES.
Fomento à inovação
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) lançou o ciclo 2026 da Plataforma Inovação para a Indústria, que neste ano completou 22 anos de existência. A novidade é que serão destinados R$ 190 mi para impulsionar o projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no país.
Segundo Roberto de Medeiros Junior, superintendente de Inovação e Tecnologia do SENAI, a plataforma promove a redução de riscos à empresa em projetos de P&D e inovação. “Isso se deve ao compartilhamento de desafios com outros parceiros de peso, como os nossos institutos, sempre mantendo o foco em gerar resultados reais e práticos para a indústria”, destaca.
Mais informações para se inscrever estão disponíveis neste link.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Iano Andrade / CNI




