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Energia solar global bate recorde, enquanto Mercado Livre de Energia expande no Brasil

Energia solar global bate recorde, enquanto Mercado Livre de Energia expande no Brasil - Portal Tec News

Conforme antecipamos recentemente aqui no Portal TECNEWS, o mercado de energia fotovoltaica no mundo está em plena ascensão, batendo recorde mais uma vez: em 2025, foram adicionados 664 GW de nova capacidade solar no planeta, crescimento de 12% em relação aos 595 GW instalados no ano anterior. Os dados são do relatório Global Market Outlook for Solar Power 2026–2030 (mais informações neste link), elaborado pela SolarPower Europe e considerado um dos principais do setor mundial.

A Austrália segue como líder global de capacidade solar instalada por habitante, 1,7 quilowatt (kW) de energia solar para cada cidadão. Já a China concentra 57% das novas instalações globais e 70% de toda a potência adicionada entre os dez maiores mercados.

Muito embora os números sejam animadores, o relatório descortina que o mercado começa a ficar mais moderado: após avançar 85% em 2023 e 32% em 2024, a expansão global desacelerou para 12% no ano passado.

 

Mesmo proeminente, Brasil recua no ranking solar

 

Outro ponto foi que o Brasil perdeu posição no ranking global da pesquisa, figurando o 5º lugar, atrás de China, Índia, EUA e Alemanha. Segundo apuração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), tal resultado envolve cortes de geração renovável sem ressarcimento aos empreendedores prejudicados, bem como obstáculos de conexão na geração própria dos consumidores, em razão de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência.

“Se aplicássemos a potência da Austrália aos 213 milhões brasileiros, seriam impressionantes 362 GWp. Mas a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) chegou a um ponto de inflexão”, comenta Bárbara Rubim, presidente do Conselho de Administração da entidade.

A ABSOLAR defende uma agenda setorial coordenada entre Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em diálogo com as associações representativas do setor. “O sistema elétrico nacional cresceu em geração renovável solar, eólica, hídrica a fio d’água, biomassa e biogás, porém sem o correspondente investimento em mecanismos de flexibilidade, armazenamento de energia elétrica e controle de carga”, pontua Rubim.

 

Abrilhantando parcerias

 

Na outra ponta, o Mercado Livre de Energia se consolida na corrida pela transição energética no país, como a gigante do setor elétrico EDP, que firmou contrato com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para fornecimento na modalidade varejista, no campus Eusébio, no Ceará.

De acordo com a companhia, a parceria prevê o suprimento de 1,30 MWm médios, que totalizam 32.340,00 MWh, iniciados em janeiro deste ano até 2028. A previsão é a economia seja de 18%, segundo edital da própria Fiocruz: “A adesão representa um avanço importante, ao unir eficiência operacional, sustentabilidade e responsabilidade com os recursos públicos”, frisa Ana Beatriz Alves Cuzzatti, coordenadora-geral de Infraestrutura dos Campi da Fundação.

Para Stella Fuão, diretora Comercial da EDP na América do Sul, o momento é marcante para a empresa, que celebra três décadas de atuação em solo brasileiro. “Parcerias como essa reforçam a nossa solidez e pioneirismo no Mercado Livre de Energia, e fortalecem a nossa estratégia de expandir a atuação da companhia em diferentes estados e regiões do Brasil”, ressalta a especialista.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Sebastian Ganso por Pixabay