É comum encontrar produtos acondicionados em embalagens feitas de materiais compostáveis, desenvolvidas para facilitar a reciclagem (assunto já falado aqui, aliás), com dicas ao consumidor de reutilizá-las para outros fins ou mesmo com o mínimo de invólucros possíveis. Essa pegada é bem vista pelo público: 72% dos consumidores brasileiros optam por marcas que utilizam embalagens recicláveis ou biodegradáveis, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2024).
Uma das versões que está ganhando espaço no poder de consumo é a com menos de 80% de plástico em sua composição. O material é uma mistura de papel com polietileno extrusado, disposto em camadas mais finas de polímeros. Com essa barreira, a embalagem, presente em especial no setor de alimentos.
Esse item pode ser reaproveitado em processos convencionais da cadeia de papel e celulose, setor que, no Brasil, já conta com infraestrutura avançada de coleta e reciclagem, como explica Fabricio Cardias, gerente comercial do Grupo Technocoat. “As embalagens de papel com extrusão oferecem uma alternativa muito mais sustentável em relação a materiais como o isopor, de baixa reciclabilidade. Já o papel é renovável e reciclável, o que o torna mais alinhado ao consumo consciente”, acrescenta o gerente da empresa, especializada nessa conversão.
Sustentabilidade na produção de papel
O uso de água na produção tornou-se um desafio ao setor papeleiro, gerando dúvidas e também imprecisões na operação e as auditorias podem ser uma comprovação que o processo está sendo feito de maneira sustentável. A Voith Paper oferece um serviço especializado de auditorias de água, avaliando os pontos da operação que apresentam maior consumo, além de desperdícios e possibilidades de reaproveitamento e desempenho de equipamentos envolvidos.
Guilherme Azevedo, engenheiro de Projetos na companhia, explica que durante essa checagem é analisada toda a planta fabril, identificando exatamente onde estão os maiores consumos, os gargalos e as oportunidades de reuso. Segundo ele, a partir desse diagnóstico, apresenta-se um plano de ação estruturado e adaptado às necessidades de cada cliente.
“Conseguimos orientar na redução de desperdícios e na adoção das melhores soluções para garantir produtividade com responsabilidade ambiental. Cada fábrica tem desafios muito específicos, e nossa missão é oferecer um plano personalizado que entregue eficiência hídrica, segurança operacional e perenidade no longo prazo”, conclui Azevedo.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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