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Resíduos

Setor editorial busca alternativas para plástico que envolve livros

Quem nunca se empolgou ao adquirir livros e, na ansiedade de conferir as primeiras páginas, institivamente desembrulhou aquele invólucro e jogou-o em uma lixeira qualquer? Pois esse plástico, chamado de shrink (retrair, em tradução livre) está no centro de discussões sobre sua destinação correta.

Em um artigo, o escritor e gestor cultural Afonso Borges calculou que em torno de 700 toneladas de lixo são produzidas no Brasil por conta dessas embalagens plásticas. “Um resíduo de baixo valor comercial, que raramente é reciclado e quase sempre termina em aterros ou nos oceanos, fragmentando-se em microplásticos”, pontua.

Essa demanda, já discutida há tempos, foi impulsionada após uma manifestação encabeçada pela escritora Ana Maria Machado e endossada por personalidades como Bruna Marquezine, Patrícia Pillar, Chico Buarque e André Trigueiro, que passaram a pedir o fim dessa embalagem. Na outra ponta, as editoras alegam que as plataformas de e-commerce obrigam essa utilização.

 

Embalagens de livros

Alternativas já despontam no mercado, como o uso de uma embalagem a base de celulose no recente lançamento da obra “Menos1Lixo para uma vida mais saudável” (editora Senac, 2025), assinada por Fe Cortez e Wagner Andrade, em que se comemora uma década do movimento Menos1Lixo e apresenta insights sobre consumo consciente.

Essa preocupação também envolve o desenvolvimento do papel a ser impresso. É o caso da produtora de celulose Suzano, considerada pioneira nesse conceito por fabricar papel offset pensando nesses critérios. Para tanto, são realizados estudos e testes, proporcionando um produto que une legibilidade e conforto visual, sem deixar de lado a sustentabilidade. “Trabalhamos com o compromisso de unir inovação, tecnologia e responsabilidade socioambiental para produzir papéis que apoiam a educação e contribuem construir um futuro cada vez mais sustentável”, conta Rodrigo Pestana Ferraz, gerente Executivo de Papel e Embalagens da unidade de Limeira (SP), principal parque-fabril desse material.

 

Projeto de lei

 

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, apresentou o Projeto de Lei (PL 5.876/2025), que proíbe o uso películas plásticas em livros, revistas e demais publicações impressas. A proposta altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos e pretende vetar no país a produção, importação, distribuição e comercialização desse tipo de embalagem.

“Não é razoável, em uma sociedade em transição energética, continuarmos com a produção de plásticos nas embalagens de livros. Temos outros meios já na atualidade de proteção, como os biodegradáveis”, comenta o parlamentar, à Rádio Senado.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Keli Vasconcelos

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