Tecnologias

Tecnologia e inovação impulsionam melhorias na qualidade da água

Tecnologia e inovação impulsionam melhorias na qualidade da água - Fitec Tec News

 

Um estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado pelo g1, revela que a média de perdas de volume de água gira em torno de 39,5%, antes de chegar na casa de cada cidadão brasileiro. Já em países considerados desenvolvidos, o índice fica em apenas 15%. Já nas projeções da Agência Nacional de Águas (ANA), as perdas nos sistemas de distribuição ainda ultrapassam 36%. Para combater esses índices, tecnologia e inovação estão cada vez mais sendo adotados.

 

Esse é um dos inúmeros problemas que envolvem o saneamento e abastecimento, em um cenário que envolvem reservatórios no limite, os desafios da universalização e demandas para combater o desperdício desse recurso tão importante. E não é à toa: ainda sobre restrições, dados do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) indicam que mais de 1,4 mil municípios enfrentaram algum nível de escassez hídrica nos últimos anos.

 

Investimentos em tecnologia e inovação

 

A combinação de estratégia com investimento em tecnologia e inovação descortinam soluções para a proteção e distribuição de água para a maioria das pessoas. No Rio de Janeiro, a concessionária Iguá Rio encerrou 2025 com investimentos no Centro-Sul Fluminense na casa de R$ 47 milhões em ações para ampliar a capacidade operacional e a projeção é que até 2028 sejam aplicados novos aportes na ordem de R$145 milhões para os municípios.

 

Lucas Arrosti, diretor de Operações da concessionária, explica que os aportes foram direcionados na em obras de expansão de serviços e melhorias nos sistemas. “Isso demanda uma dedicação diária e contínua, mas que deixará um legado duradouro e importante à população. Em Miguel Pereira, por exemplo, assumimos a missão de alcançar uma cobertura de rede coletora de 90% em apenas cinco anos. Já chegamos a mais de 70%, um salto que só é possível com muito trabalho técnico e compromisso das nossas equipes”, afirma o gestor.

 

Projeto pioneiro

 

A Engeper Ambiental, empresa especializada em gestão hídrica, iniciou um projeto piloto em quatro cidades sul-mato-grossenses (Juti, Guia Lopes, Bonito e Albuquerque) para testar modelos de tratamento de água subterrânea contaminada, com potencial de recuperar até 80% do volume tratado.

 

Graças a uma tecnologia própria de eletrodiálise reversa (EDR), única fabricada no Brasil, a solução trata águas com altos teores de sais como flúor, cromo, cloreto e sulfato, oferecendo modos para ampliar a segurança hídrica municipal. Segundo a empresa, o rejeito corresponde a 5% do volume tratado em água e 15% em efluentes, índices considerados abaixo em comparação aos de osmose reversa.

 

“A operação itinerante permite testar e ajustar o modelo antes da expansão do equipamento final, considerando os desafios específicos de cada município. A tecnologia garante água potável à população e fornece segurança hídrica às indústrias locais, com baixo consumo energético e alta taxa de recuperação de água”, comenta Lorena Zapata, diretora de sustentabilidade e novos negócios da Engeper.

 

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Freepik

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