Reciclagem

Reciclagem de óleo de cozinha garante manutenção no saneamento e preservação ambiental

Reciclagem de óleo de cozinha garante manutenção no saneamento e preservação ambiental - Fitec Tec News

 Apenas um litro de óleo vegetal usado. Essa quantidade é suficiente para contaminar 20 mil litros de água, de acordo com dados da Sabesp, concessionária responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos em mais de 300 municípios do Estado de São Paulo.

 

Muito embora haja campanhas e tecnologias para evitar esse problema, os desafios ainda são grandes, já que também envolve a conscientização da sociedade para que o “inocente” ato de jogar óleo na pia provoque uma cadeia de prejuízos em infraestrutura urbana, contaminação hídrica e do solo, dispêndio econômico, até mesmo impactos negativos no turismo local, como a contaminação de praias (balneabilidade imprópria).

 

“Esse tratamento do óleo via Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), porém, é realizado apenas com aproximadamente 68% do esgoto, ou seja, o óleo acaba chegando aos mananciais aquáticos de qualquer forma. Além disso, os gastos com esse processo são altos: cerca de 20% do custo com isso”, endossa conteúdo do Recicla Sampa.

 

Vitor Dalcin, diretor da Ambiental Santos, empresa de reciclagem desses resíduos, acrescenta que a logística reversa é uma oportunidade estratégica de economia. “Quando entregue a empresas licenciadas, esse resíduo passa por tratamento e se transforma em matéria-prima para a indústria, especialmente na produção de biodiesel, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis”, analisa o gestor.

 

Iniciativas de coleta de óleo

 

Os Pontos de Entrega Voluntária (PEV) desse óleo usado são estratégias adotadas pelas concessionárias de abastecimento para destinação correta e reciclagem, o que rendem bons resultados. Uma delas, a Águas de Niterói (RJ) coletou, em 2025, mais de 4,2 mil litros de óleo de cozinha usado por meio do Programa Trata Óleo, que integra a Estratégia de Responsabilidade Social do Grupo Águas do Brasil (mais informações aqui).

Para “turbinar” a ação, a concessionária desafiou dez comunidades niteroienses para coletar óleo em residências e comércios locais. Ao final, que durou três meses, as que mais arrecadaram foram contempladas com brindes para apoiar o funcionamento das associações de moradores.

“A cada ano, aumentamos a coleta em todo o município, reduzindo seus impactos nocivos no sistema coletor e de tratamento de esgoto, e principalmente, impedindo que todo esse óleo seja descartado indevidamente. As pessoas que entregam esse resíduo recebem em retribuição uma garrafa de detergente nova, e com isso todos saem ganhando com a reciclagem desse óleo usado, inclusive o meio ambiente”, celebra Halphy Rodrigues, especialista de Meio Ambiente da Águas de Niterói, ao Jornal Metropolitano Rio.

 

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Ambiental Santos/Divulgação

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