“A sigla ESG vem do inglês e significa Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança)”. Para obter essa definição, não foi preciso muito esforço: bastou digitar no buscador na internet e em poucos segundos, eis a resposta. Entretanto, esse conceito não se restringe a uma sigla, mas a uma miríade de termos, muitos deles em outros idiomas, que são convertidos em ações e as empresas precisam segui-las para estarem em consonância nessa jornada. Para ajudar os mais diversos negócios, a tecnologia está decifrando o glossário ESG, a exemplo da Paresi, desenvolvedora de uma ferramenta digital com metodologia própria que simplifica a coleta, organização e análise de dados e indicadores de impacto social e ambiental gerados por ações e projetos de sustentabilidade financiados por empresas.
Dentro dessa plataforma há o acesso (neste link) de um sistema de busca com as principais siglas, termos e palavras usadas nesse universo, como GRI (Global Reporting Initiative), órgão internacional que estabelece o padrão mais utilizado no mundo para relatórios de sustentabilidade, adotado por mais de 10 mil organizações em 100 países.
A Plataforma Paresi incorpora 153 indicadores GRI, aliás. “O glossário reúne mais de 55 termos utilizados em gestão de sustentabilidade e serve como referência para gestores, consultores e profissionais que trabalham com sustentabilidade corporativa”, informa a empresa.
Glossário para pequenos negócios
Para auxiliar os pequenos negócios, o Sebrae e a Universidade de Brasília (UnB) assinaram em abril um acordo de cooperação técnica (ACT) para o aprimoramento da Plataforma Brasileira de Sustentabilidade das Organizações (SOrgBrasil, acesse). Lançada em 2025, tem em seu DNA o fornecimento gratuito de informações qualificadas e ambiente de aprendizagem, o que inclui avaliações da maturidade em aspectos relacionados às práticas ESG, bem como ambiente de relacionamento e troca de experiências entre as empresas.
“A percepção dos donos de micro e pequenas empresas, principalmente os MEIs, é que o tema é muito complicado e caro para implementação. Na verdade, ESG não é uma pauta difícil, mas no diálogo do dia a dia ela ainda é”, salienta Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae.
Por meio do sistema, o empreendedor recebe relatórios e recomendações de melhorias para avançar nessa agenda, conforme as principais referências globais de avaliação de ESG. “A plataforma apresenta uma síntese dos mais importantes meios de avaliação, incluindo as normas brasileiras da ABNT, o índice da B3 e o Instituto Ethos”, explica Maurício Amazonas, coordenador do projeto e professor adjunto do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Unb.
No âmbito legislativo
A Câmara dos Deputados, por meio da Secretaria de Inovação Legislativa, lançou em 2025 o Glossário ESG Legislativo, de acesso público e gratuito, organizado em eixos temáticos (Ambiental, Social, Governança, Financeiro/Fiscal/Econômico, Normativo/Jurídico/Institucional e Participação e Transparência). A publicação, que será atualizada periodicamente, conta no momento com 50 verbetes com definições técnicas e aplicações práticas para apoiar a atuação legislativa na pauta ESG.
“Sabemos que esse desafio exige não apenas boas intenções, mas também vocabulário comum, capacidade de articulação técnica e convergência interinstitucional”, escreveu na introdução do documento, o deputado federal Flávio Nogueira, presidente da Frente Parlamentar ESG na Prática do Congresso Nacional.
O conteúdo foi desenvolvido em parceria com o Instituto Global ESG e o Movimento Interinstitucional ESG na Prática, o apoio institucional do Instituto S Company e do Instituto Idehm o apoio técnico da Editora Verde Vida, além de fomento do Grupo Arnone.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Freepik/Magnific




