Antes, sorvetes eram sinônimos de refrescância no verão, mas hoje o setor sobe de nível e conta com uma infinidade de opções para o ano todo, sem deixar de lado a sustentabilidade. A Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), que representa o setor, estima faturar 16,3% a mais neste ano, após fechar 2025 com crescimento no faturamento em 6,8%.
Para tanto, as empresas estão investindo em ações ESG, o que inclui a energia limpa. Uma delas é a Perfetto, que recebeu o Selo Gestão, um demonstrativo de sustentabilidade acompanhado da Declaração de Energia Limpa, atestando eu compromisso com práticas ambientais responsáveis, emitido pela Raízen Power.
De acordo com o relatório, 100% do consumo de energia elétrica da Perfetto veio de fontes renováveis e incentivadas como eólica, solar e biomassa. Em números, houve a redução de aproximadamente 345 toneladas de CO₂ na atmosfera, equivalente ao plantio de mais de 2,4 mil árvores em projetos de reflorestamento, em 2025.
“A conquista do selo é um marco importante para a nós, pois sinaliza ao mercado que estamos comprometidos com uma governança sólida e alinhada às melhores práticas de ESG”, celebra Roque Dalcin, diretor da Perfetto, que conta com redes de varejo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
Ramo de sorvetes em sintonia com a sustentabilidade
Vale lembrar que possui um sistema logístico e operacional por meio de Fast Freezing, tecnologia que permite reduzir o consumo energético e otimizar o transporte, com menor uso de combustível pelos caminhões, que operam sem necessidade de compressor.
Outra empresa de destaque é a cearense Duggê Sorvetes Artesanais, que desde 2024 conta com o selo Selo ESG-FIEC, da Federação das Indústrias do Estado (FIEC). Lançado em 2022, o Programa de Certificação ESG-FIEC auxilia as indústrias da região a trilhar rumo à sustentabilidade.
“Economia de água e de energia são cuidados com o meio ambiente. Essas são questões que tentamos reduzir ao máximo, desde colocar plaquinha de apagar a luz ao sair até reaproveitar a água dos ares-condicionados. E damos abertura para o funcionário conversar conosco”, comentou, ao Movimento Econômico, Socorro Castro, engenheira de alimentos, cozinheira, confeiteira e proprietária da Duggê.
Do quiosque no parque à limpeza das praias
Outras marcas também se dedicam a esse propósito, como a Sorvetes Nestlé e Nescafé, que promoveu em abril um percurso de limpeza na praia de Copacabana (RJ), em que o quiosque está instalado, e mobilizou o público, que participou da coleta. Após o evento, os resíduos coletados terão descarte correto realizado pela Orla Rio, uma ativação de práticas responsáveis e visibilidade para a educação ambiental e boas práticas de pós-consumo.
Já a Kibon, que desde 2025 conta com um quiosque sustentável no icônico Parque Ibirapuera (SP), cuja estrutura modular é reutilizável e foi desenvolvido em parceria com a Fuplastic, indústria brasileira com soluções inteligentes e sustentáveis para construção.
Constituído por 1 mil blocos de plástico reciclado, o equivalente a 500 quilos de resíduos retirados da natureza, o quiosque evitou a emissão de 450 kg de CO₂, comparável a absorção por 32 árvores em um ano. “O quiosque sustentável da Kibon ao Parque Ibirapuera reforça nosso compromisso em proporcionar experiências de lazer que combinam sabor, inovação e respeito ao meio ambiente”, disse, ao ESG Inside, Samuel Lloyd, diretor comercial da Urbia, que administra o parque.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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