Reduzir drasticamente o consumo de recursos em processos industriais complexos costuma exigir compensações. No setor têxtil, isso quase sempre significou abrir mão de qualidade, escala ou consistência. A Diklatex, com sede em Joinville, SC, segue na direção oposta. Com a nova linha EcoTone, a empresa aplica o conceito de dope dyeing, um processo em que o pigmento é incorporado diretamente à fibra, para eliminar etapas inteiras do tingimento tradicional. O resultado é a redução de até 90% no consumo de água, 98% na eliminação de químicos, 60% menos emissões de CO² e 90% menos efluentes. “Quando você elimina etapas, não está apenas reduzindo o impacto. Está aumentando o controle sobre o processo e sobre o produto final”, resume a área de Engenharia e P&D da Diklatex.
Na prática, isso resolve um problema recorrente da indústria: a inconsistência de cor. Tecidos produzidos com a técnica apresentam alta solidez, não desbotam com facilidade e não sofrem migração, o que reduz perdas e aumenta a vida útil das peças. Esse tipo de atributo tem implicações diretas no modelo de negócio de marcas de vestuário esportivo, segmento em expansão e altamente dependente de performance.
Tingimento sustentável
Não por acaso, empresas como Nike e Adidas vêm investindo em soluções similares, buscando reduzir o impacto ambiental sem comprometer o desempenho. No caso da Diklatex, a combinação entre escala industrial e aplicação versátil está expressa na linha EcoTone que atende desde activewear até running e cycling, com propriedades como elasticidade, compressão, proteção UV e baixa transparência.
Outro ponto relevante é a previsibilidade. Em cadeias produtivas cada vez mais pressionadas por prazos e custos, reduzir variação significa reduzir risco, um ativo estratégico. E, ainda que a tecnologia esteja no centro, a empresa optou por apresentá-la ao mercado a partir de uma narrativa incomum: a dança. A escolha não é estética. É funcional.
Ao usar bailarinos para demonstrar o comportamento do tecido, a Diklatex traduz atributos técnicos em linguagem visual direta, algo raro em um setor historicamente guiado por especificações e não por experiências. É um movimento que aproxima engenharia de comunicação, produto de percepção. E, ao fazer isso, posiciona o material não apenas como insumo, mas como parte ativa da proposta de valor das marcas.
A linha EcoTone tem seis artigos: Fitmax EcoTone, Flexim EcoTone e Rise EcoTone, focados no activewear, e as novidades da estação, Authentico EcoTone (running); Maranello EcoTone (cycling) e Act EcoTone (activewear). Todos compartilham atributos fundamentais para aplicações de alta exigência: elasticidade e compressão controladas; baixa transparência e proteção UV 50+, durabilidade e consistência de performance.
Em um cenário global em plena expansão, o activewear deixou de ser uma categoria de nicho para se consolidar como um dos motores da indústria da moda. O mercado, que já movimenta cerca de US$ 440 bilhões, deve ultrapassar US$ 919,98 bilhões até 2033, com crescimento médio próximo de 9% ao ano, impulsionado pela consolidação do athleisure, pela incorporação do vestuário esportivo ao cotidiano e pela crescente demanda por soluções mais sustentáveis. Nesse contexto, a inovação têxtil assume papel estratégico: mais do que design, são os materiais que definem performance, durabilidade e impacto ambiental.
É nessa interseção entre eficiência produtiva, responsabilidade e experiência de uso que tecnologias como o EcoTone, da Diklatex, ganham relevância e se alinham às exigências de um mercado cada vez mais orientado por dados, escala e consciência ambiental, onde o ESG não é mais diferencial, mas critério de escolha, em conexão com bem-estar, lifestyle e estética. Na moda, soluções como o EcoTone indicam um caminho: inovar não é adicionar complexidade, é eliminar o que não é essencial.
Assista ao fashion film da campanha, com os bailarinos Wesley Dyogho e Emanoelle Gouvea, formados pela Escola Bolshoi no Brasil, sediada em Joinville, SC.
Foto: Diklatex/Divulgação




