Do mesmo modo que as notícias falsas, comumente denominadas fake News, pululam a internet constantemente, quando o assunto envolve a jornada ESG, isso não é diferente, o que reforça a necessidade de checagem e confiabilidade de fontes para encontrar informações corretas e evitar consequências prejudiciais por meio da desinformação.
Para sanar tal problema, entidades são investindo em pesquisa e divulgação, a exemplo do Projeto Brief (mais informações aqui), que em parceria com o Instituto DX e o Observatório do Clima lançaram um guia de comunicação estratégica para enfrentamento e qualificar o debate público no país.
O material é destinado a comunicadores, gestores públicos, organizações da sociedade civil, pesquisadores e criadores de conteúdo, funcionando como um roteiro para ampliar a a eficácia da comunicação climática, de maneira mais transparente e simples ao público em geral.
“O que está em jogo não é apenas informar melhor, mas criar condições para que a sociedade compreenda, confie e participe das soluções”, endossa o documento, disponível neste link.
Impactos da desinformação
Segundo pesquisa do Datafolha, 34% dos brasileiros não sabem dizer o que são mudanças climáticas, índice que chega a 54% entre as classes D e E; e, mesmo com esse cenário, três em cada quatro pessoas reconhecem que as cidades ondem vivem não estão preparadas para eventos extremos.
Na outra ponta, um levantamento divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE, 2023), revelou que 73% dos brasileiros encontram informações sobre ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e/ou plataformas digitais e 50,8% afirmam se deparar com notícias que lhes parecem enganosas nas plataformas digitais frequentemente.
“Na época em que Carlos Chagas quis implementar a vacina no Rio de Janeiro, já havia pessoas que plantavam notícias falsas. Mas, agora, com o advento das mídias sociais, toma-se uma dimensão muito maior”, relembra Débora Peres Menezes, diretora de Análise de Resultados e Soluções Digitais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Para a especialista, se faz necessário convencer os cientistas a tornarem a linguagem de seus estudos mais acessível. “É preciso também incentivar os jornalistas a escreverem matérias de qualidade sobre o que está sendo desenvolvido na ciência brasileira com uma comunicação de entendimento público”, pontua Menezes.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Freepik/Magnific




