Um levantamento das Nações Unidas no Brasil mostra que o enfrentamento da crise climática passa pelo fortalecimento de camadas da sociedade como as mulheres, os povos originários e, principalmente, as juventudes: 72% das pessoas jovens em todo o mundo afirmam sentir medo do futuro e 45% afirmam que esse medo afeta sua vida cotidiana.
A pesquisa (disponível neste link) reforça ainda que 1,2 bilhão de jovens entre 15 e 24 anos povoam um planeta em transformação e, em muitos países, essa população será maioria até 2030, o que torna inviável pensar em ação climática sem essa participação.
Para estimular ações de jovens a favor da Terra, entidades realizam chamadas, como o Fundo Casa Socioambiental, organização sem fins lucrativos para conservação ambiental e a justiça social, que recorrentemente é apoiadora por meio de recursos provenientes de fundos, como Mackenzie Scott (Yield Giving – GS Donor Advised Philanthropy Fund for Wealth Management; saiba mais no Portal TECNEWS), divulgados em editais públicos. “Ampliar o apoio a iniciativas juvenis é estratégico para fortalecer respostas locais à crise climática. Também democratiza o acesso aos recursos e garantir maior participação das comunidades nos processos de decisão”, informa a entidade.
Um dos incentivos envolve organizações de base, coletivos e associações estão começando ou retomando atividades após períodos de paralisação: trata-se da Chamada Simplificada – Apoio Direto a Iniciativas Comunitárias (mais informações aqui), com inscrições até julho recebidas pela Casa.
Ao todo, 100 iniciativas nacionais serão contempladas, com aportes em torno de até R$ 20 mil (R$ 2 mi total em apoio direto), em áreas que vão desde governança territorial, defesa de direitos humanos e da natureza, até respostas emergenciais a ameaças e desastres climáticos.
Participação feminina na pauta sobre justiça climática e ambiental
Como continuidade das discussões fomentadas durante a COP30, o Ministério das Mulheres em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e da Jovem Campeã Climática da Presidência da COP30 (PYCC), promove plenárias pelo Brasil, com a participação de mulheres, jovens, representantes de movimentos sociais, povos indígenas, comunidades quilombolas, agricultores familiares, pesquisadoras e gestores públicos.
A mais recente aconteceu em junho no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), com pautas sobre justiça climática, igualdade de gênero, valorização de saberes locais, considerando as especificidades do Pampa – bioma presente exclusivamente no Rio Grande do Sul em território brasileiro.
“É importante que as pessoas entendam que o Pampa não é apenas uma imagem genérica de meio ambiente. Nosso território é formado por campos, áreas úmidas e banhados que cumprem funções fundamentais para o equilíbrio climático. A educação climática precisa dialogar com essa realidade e ajudar as pessoas a compreenderem as relações entre os territórios e os impactos que vivenciam”, ressaltou Paula Hahn, delegada do Bioma Pampa para a COP30, durante o evento.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Lawrin Ritter – Ministério das Mulheres




