Ações preservacionistas em parceria entre os setores público e privado estão salvaguardando esse bem tão importante – e finito – que é a água. E não é para menos, dados do Instituto Trata Brasil revelam que o país abriga 12% de toda a água doce do mundo, porém despeja em torno de 5 mil piscinas olímpicas por dia de esgotos sem tratamento na natureza.
Uma dessas iniciativas foi realizada na região de Água Clara (MS), contemplando a limpeza de trechos dos corpos hídricos no Rio Verde, e os córregos Barra Mansa e Boa Vista, locais amplamente utilizados pela população para lazer, recreação e banho. A mobilização é da Greenplac, indústria de MDF do grupo Colpar Brasil, na segunda edição do projeto “Greenplac por Águas Mais Limpas”.
Em números, participaram 100 voluntários, entre colaboradores, familiares, parceiros, comunidades, Associação Unidos Pelo Rio Verde (AURV), Polícia Militar Ambiental, que em 15 embarcações retiraram 1,4 tonelada de resíduos, todos destinados de forma ambientalmente correta.
José Maurício Caldeira, sócio e membro do Conselho de Administração da Colpar Brasil, comenta que apenas em duas edições da ação, que sempre ocorre entre os meses de junho e julho, em alusão à Semana do Meio Ambiente, mais de 2,4 toneladas de resíduos foram retiradas dos corpos hídricos do município.
“Os resultados demonstram que o projeto deixou de produzir apenas um impacto corretivo retirando resíduos para alcançar um impacto preventivo, reduzindo o descarte irregular, por meio da educação ambiental, da mobilização comunitária e do exemplo coletivo”, ressalta o executivo.
Fundação O Boticário e parceiros estimulam novos projetos
Por falar em coletividade, outro programa ganha relevância no país. Trata-se do CAMP Viva Água, da Fundação Grupo Boticário (mais informações), que divulgou os projetos selecionados na “Teia de Soluções CAMP Viva Água – Impactos positivos para a segurança hídrica”.
Ao todo, 21 soluções de cinco estados (BA, MG, PR, RJ e SP) receberão aportes de até R$ 10,5 mi, com foco na conservação da natureza, adaptação às mudanças climáticas, segurança hídrica e promoção de modelos de desenvolvimento sustentável, com apoio da Fundação (12 ações) e órgãos parceiros, sendo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE; 2), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb; 4) e da Fundação Araucária (3), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI).
“Os projetos indicados para apoio demonstram que é possível aliar conservação da natureza e desenvolvimento socioeconômico, gerando impactos positivos a pessoas e territórios”, celebra Marion Silva, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação/Fundação O Boticário




