O Estado do Rio de Janeiro sediou neste mês da 13ª Cúpula Mundial de Bacias Hidrográficas (confira conteúdos especiais sobre o tema no Portal TECNEWS), reunindo representantes de 80 países para debater segurança hídrica e estratégias ambientais.
Organizado pela Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB) e pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, o evento, realizado no Museu do Amanhã e no Museu de Arte do Rio (MAR), contou com a presença de ministros, organizações de bacias hidrográficas, cientistas e atores do setor hídrico de todo o mundo para discutir estratégias, parcerias, experiências e perspectivas de políticas públicas e privadas para a gestão das águas.
A crise climática foi um dos assuntos que norteou o evento, e, na avaliação de Leonardo Góes, diretor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a cooperação entre países é uma saídas para esse enfrentamento. O Brasil, aliás, assumirá nos próximos dois anos a Rede Internacional de Organizações de Bacia, com a presidência mundial sendo exercida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
“A cooperação internacional deixa de ser apenas desejável e passa a ser indispensável. É justamente por isso que redes como essa [referindo-se ao organizador] são tão importantes. Elas permitem que o conhecimento circule, que experiências sejam compartilhadas e que soluções desenvolvidas em uma bacia hidrográfica possam inspirar avanços em outras partes do mundo”, frisou.
Associações presentes na Cúpula Mundial
O papel das associações e entidades que atuam a favor das bacias hidrográficas também marcaram presença na cúpula, a exemplo da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), cujas representantes participaram de uma agenda com o Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e com a Diretora da Agência Peixe Vivo.
“O país enfrenta extremos severos, como secas prolongadas e complexa redução dos níveis dos rios. Debater governança da água, prevenção de enchentes, restauração ambiental e cooperação internacional torna-se, portanto, uma questão de sobrevivência e desenvolvimento para os territórios”, salientou Suzana Montenegro, presidente da entidade.
Já o Comitê Guandu-RJ foi representado por José Edson Falcão de Farias Júnior, atual diretor de Segurança Hídrica e Qualidade Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que apresentou experiências da Região Hidrográfica II, voltadas ao fortalecimento da segurança hídrica no estado do Rio de Janeiro.
“O objetivo foi falar dos aprendizados da crise e dos caminhos que estão sendo seguidos para que ela não se repita, ameaçando a segurança hídrica de milhares de pessoas”, informa comunicado.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Gabriel Lopes (INEAS/SEAS)




