ESG

Setor de implementos rodoviários flui na rota sustentável

Setor de implementos rodoviários flui na rota sustentável - Portal Tec News

Na busca pela descarbonização e nortear-se na rota da sustentabilidade, o segmento de implementos rodoviários está investindo em inovação e modernização de frotas, em uma trajetória que une elementos como o uso de combustíveis renováveis e a demanda por alinhar-se aos critérios ESG.

Em números, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave; mais informações neste link), setor de vendas de automóveis, comerciais, motos, caminhões e ônibus apresentou uma expansão de 16,01%, com a comercialização de 2.715.403 unidades no primeiro semestre deste ano. Graças, principalmente, ao programa federal Carro Sustentável, que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e sustentáveis.

Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) estima que as empresas do setor destinam, em média, entre 1% e 2% da receita líquida para pesquisa e desenvolvimento, especialmente quando se refere ao ESG.

Ao Transporte Moderno, José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir, salientou que as companhias estão aplicando em suas operações e na fabricação de implementos o uso de robotização, automação, digitalização e gêmeos digitais, reduzindo as emissões.

 

Move Brasil e ações para implementos rodoviários

 

Outro impulsionador é a nova fase do Move Brasil, programa do governo federal para a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos e eficientes, com a disponibilização de R$ 21,2 bilhões por meio da linha BNDES Renovação de Frotas.

Também estão disponíveis aportes para investimentos em caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. Para Rafaela Cozar, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP, SP), o transporte é crucial engrenagem econômica, entretanto, esse movimento justamente enfrenta demandas ligadas às exigências ambientais, além de custos operacionais e modernização em si.

“O Move Brasil pode apoiar as empresas que pretendem renovar a frota e avançar em projetos de descarbonização. Porém, ela não está ligada apenas à redução de emissões, mas também em relação à eficiência operacional e ao planejamento. Avançar em direção a operações mais limpas exige informação, análise financeira e visão de longo prazo”, disse a presidente, à Revista Caminhoneiro.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Renee Gaudet por Pixabay