ESG

Agenda ESG cobra prevenção efetiva e monitoramento contínuo dos riscos psicossociais nas empresas

Agenda ESG cobra prevenção efetiva e monitoramento contínuo dos riscos psicossociais nas empresas - Portal Tec News

Se você ainda desvincula jornada ESG, saúde mental e riscos psicossociais dentro das corporações, à tona por conta da atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), precisa revisar suas ideias.

O tema está intrinsicamente ligado à Governança Corporativa e ganha corpo na promoção de ambientes mais seguros. Esse foi um dos assuntos discutidos neste mês durante o Seminário ESG e Integridade Corporativa, realizado pelo Programa de Desenvolvimento de Fornecedores do Maranhão (PDF-MA) na sede da Federação das Indústrias do Estado (FIEMA), com a presença de gestores, líderes, coordenadores e representantes de empresas locais.

“Atuamos na qualificação contínua das empresas apoiadoras e parceiras, promovendo capacitações alinhadas às demandas atuais do ambiente corporativo. Discutir ESG e integridade corporativa contribui para fortalecer a cultura organizacional, aprimorar a gestão e ampliar a competitividade”, disse uma das palestrantes, Camila Belo, coordenadora do PDF-MA.

Já para o Grupo Equatorial, mantenedor do programa, ao promover ações a favor da ética, transparência e responsabilidade socioambiental, consolidam-se relações mais sustentáveis na corporação. “Quando fortalecemos nossos fornecedores, fortalecemos toda a cadeia. Queremos parceiros que compartilhem desses princípios, pautados pela integridade e pelas boas práticas de governança”, destacou Viviane Meister, executiva corporativa de gestão de parcerias da concessionária de energia e saneamento.

 

Riscos psicossociais traz números preocupantes

 

Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelam que em 2025 houve um aumento de 22% nos processos por assédio moral e de 40% nas ações por assédio sexual. Para piorar, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Livre de Assédio em parceria com a AAPSA (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos) mostra que 74% das organizações brasileiras operam abaixo de um nível robusto na gestão de riscos psicossociais, no contexto das exigências da NR-1.

“O amadurecimento da agenda ESG exige que empresas avancem além das políticas formais. Não basta ter um código de conduta. É preciso criar mecanismos efetivos de prevenção, capacitação contínua, canais seguros de denúncia e indicadores que permitam monitorar a saúde da cultura organizacional”, enfatiza, ao Radar Digital, Ana Addobbati, fundadora e CEO da Livre de Assédio.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Veruska Oliveira – FIEMA