Energia

Armazenamento de energia agita a corrida da descarbonização

Armazenamento de energia agita a corrida da descarbonização - Portal Tec News

As tecnologias de BESS (Battery Energy Storage System ou Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias) estão agitando a corrida da descarbonização no Brasil em meio às expectativas para dezembro de 2026, com o leilão para inserção do armazenamento de energia em larga escala no SIN (Sistema Interligado Nacional).

Segundo análise de Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Allmin (BTG Pactual), divulgada pelo site Eu Quero Investir, essa tecnologia suaviza a volatilidade de geração, prestando serviços essenciais de rede e, consequentemente, responde a desequilíbrios entre oferta e demanda com celeridade.

“Armazenar energia é um componente crítico de um sistema elétrico em descarbonização, permitindo a integração confiável de fontes renováveis intermitentes como eólica e solar”, reforçam os especialistas.

 

Primeiro leilão

 

O primeiro Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP) voltado ao armazenamento de energia deverá abrir um novo marco ao setor elétrico brasileiro, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). E, de antemão, já colhe frutos: de acordo com a pasta, o certame já recebeu 6.091 projetos cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que, juntos, alcançam 296.807 MW de potência.

“O setor elétrico brasileiro tem vivenciado momentos de grande transformação devido às características da nossa matriz e às perspectivas do planejamento setorial”, comemora Mariana Espécie, secretária nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Mariana Espécie.

 

Articulações & Parceiras

 

A CELA (Clean Energy Latin America), consultoria do setor energético, e a IFC (International Finance Corporation), braço do Grupo Banco Mundial, anunciaram em setembro um acordo para criação de um programa de capacitação voltado ao setor financeiro sobre BESS, envolvendo projetos no Brasil, na América Latina e no Caribe.

O foco é apoiar associações bancárias, bancos comerciais, de desenvolvimento e de investimento, além de empresas de leasing, investidores institucionais e reguladores no entendimento dessa tecnologia, modelos de negócio e de risco, bem como estruturação financeira associadas a esses projetos.

“O desenvolvimento do mercado de armazenamento depende, além da evolução tecnológica e regulatória, da capacidade do setor financeiro de compreender os riscos, os modelos de negócio e as oportunidades associadas ao BESS. A parceria permite levar esse conhecimento para dentro das instituições financeiras e criar uma ponte entre a indústria de armazenamento e o mercado de capitais e crédito”, comenta Camila Ramos, CEO da CELA.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Divulgação/WEG