A desinfecção em estações de tratamento de água e de efluentes industriais (ETE) é considerado um dos maiores desafios operacionais e isso vai além de contabilizar custos, balizar o orçamento financeiro e ou mesmo seguir regramentos ambientais.
É preciso pensar cada detalhe, como a utilização do produto químico – cloro gás e o hipoclorito de sódio são os mais presentes –, eficiência dos equipamentos sem comprometer o consumo energético e seguir protocolos de segurança.
Francisco Carlos Oliver, diretor técnico industrial da Fluid Feeder, especializada nesse tipo de solução, explica que os riscos associados a escolher entre gás e solução líquida é apenas um ponto nesse conjunto de procedimentos.
Desinfecção e segurança
Analisar o projeto da instalação, equipamentos utilizados e o treinamento e segurança das equipes, ele frisa, são os primeiros passos. “Segurança vem de manutenção preventiva regular e de uma equipe capacitada para operar o sistema. É isso que realmente reduz o risco, muito mais do que a tecnologia em si”, acrescenta Oliver, destacando que não existe uma fórmula única a todas as indústrias, e sim uma checagem criteriosa, interligada às condições mais adequadas.
Isso pode variar conforme o perfil da operação, o volume de água ou efluente tratado, infraestrutura já disponível na planta, e a logística de fornecimento de cada região. Ele exemplifica a adoção de cloro gás operados sob vácuo, que, no caso de instabilidade na força motriz que gera o vácuo é automaticamente interrompida a alimentação do produto, protegendo contra vazamentos.
Estação de Tratamento de Água
O abastecimento e tratamento de água também confere o uso de equipamentos e procedimentos seguros e, principalmente, a salvaguarda dos times. Em Pelotas (RS), 27 servidores do Departamento de Tratamento (DETR) do Sanep (Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas) participaram de uma capacitação na Estação de Tratamento de Água (ETA) Santa Bárbara.
Na oportunidade, realizada pela fornecedora de cloro gás à autarquia, abordou armazenamento, substituição de cilindros, identificação de riscos e orientações para casos emergenciais.
“Por se tratar de um produto essencial e que exige cuidados específicos em sua utilização, a capacitação para o manuseio seguro dos cilindros é indispensável. Investir em treinamento da equipe é reforçar o compromisso com a segurança operacional e com a excelência no tratamento”, disse o coordenador do DETR, Daniel Corrêa.
Vale lembrar que o cloro é o principal ativo no tratamento de água, contribuindo para a eliminação de microrganismos e a qualidade de consumo.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: brgfx/Magnific




