Financiamento climático, eletrificação e segurança energética foram as pautas defendidas durante a Pré-COP31, realizada em Fiji e em Tuvalu, entre 5 e 8 de outubro deste ano. Evento é uma prévia e termômetro da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), marcada para novembro, em Antalya, na Turquia.
Organizado em parceria por Austrália, Fiji e Tuvalu, o encontro reuniu 4 mil participantes de mais de 100 países para discutir as prioridades da COP31, com destaque à agenda da transição energética, enfatizando a transformação de compromissos internacionais em políticas, investimentos e projetos capazes de produzir resultados concretos.
A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, enfatizou às lideranças em voltar as atenções nas práticas em redução de emissões dos gases de efeito de estufa (GEE), além da uma transição verde justa e à proteção das comunidades mais vulneráveis, que sentem com mais ênfase os efeitos da emergência climática.
“Os países devem estar preparados para catástrofes mais frequentes, sobretudo aqueles onde as desigualdades e os danos ambientais são mais profundos. A adaptação se traduz em investir no crescimento, na inclusão, na segurança e na estabilidade, sendo também uma componente integrante do desenvolvimento sustentável e dos ODS”, apontou a vice-secretária-geral no evento.
Energias renováveis
Com as proximidades da COP31 as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas —as NDCs 3.0 estão nas mesas de discussão, ou seja, justamente o ponto de conversão do Acordo de Paris em políticas e investimentos capazes de reduzir emissões.
Na opinião de Renata Franco de Paula Gonçalves Moreno, advogada especialista em Direito Ambiental e Regulatório, questões como o financiar e implementar, ou seja, os aportes e regramentos para estreitar o que será feito com recursos próprios ou dependendo de apoio externo, são apenas os primeiros obstáculos.
“As metas precisam virar planos de transição, regras de licenciamento, padrões de desempenho, compras públicas e condições estáveis para investir. Isso exige coordenação entre governos, empresas, bancos e sociedade civil, além de dados confiáveis para acompanhar o progresso”, frisa a sócia e fundadora do escritório Renata Franco Sociedade de Advogados, em artigo ao Um Só Planeta.
O Brasil pretende levar em seu Pavilhão, dividido em dois ambientes, na COP31, experiências nacionais da agenda climática e sua contribuição para os compromissos globais, bem como as iniciativas alinhadas aos eixos definidos a partir do primeiro Balanço Global e aos Planos de Aceleração de Soluções, lançados durante a COP30 (mais informações).
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Fiji MECC/Kiara Worth




