“Não Faça Queimadas, Use Calcário”. Com esse slogan, a Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás do Amazonas (Semig) promove um projeto de desenvolvimento sustentável, por meio da entrega de calcário dolomítico, utilizado para correção de solo, para cooperativas que atuam na agricultura familiar de culturas de milho, amendoim, algodão e tomate.
O secretário de Estado da Semig, Ronney Peixoto, explica que o insumo é uma alternativa eficiente para redução de queimadas e desmatamento, além de contribuir para produtividade agrícola. “Nosso compromisso é levar soluções práticas ao produtor rural, promovendo renda, sustentabilidade e preservação ambiental”, complementa.
Apenas em 2025, a iniciativa beneficiou agricultores dos municípios de Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, com a distribuição de 6 e 8 toneladas desse tipo de calcário em cada localidade, respectivamente, atendendo cerca de 200 agricultores. Já janeiro deste ano, a terceira fase do projeto entregou 6 toneladas à Cooperativa Agropecuária dos Produtores Rurais da AM-010 (Coopram), beneficiando 150 cooperados.
Rica em carbonato de cálcio e magnésio, trata-se de uma rocha moída para corrigir a acidez (pH) do solo, fornecendo cálcio e magnésio (macronutrientes essenciais), melhorando a estrutura, removendo elementos tóxicos (como alumínio) e aumentando a disponibilidade e absorção de outros nutrientes pelas plantas.
Recuperação de terras degradadas na agricultura
A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, aprovou recentemente o Projeto de Lei 3.612/25, que cria o Programa Nacional de Recuperação de Terras Degradadas na Amazônia.
A proposta em tramitação, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), estabelece diretrizes para que o governo federal, em parceria com estados e municípios, promova a recuperação de áreas que perderam capacidade produtiva ou em erosão, sem novos desmatamentos com a adoção de tecnologias em manejo sustentável.
Para o relator, deputado Vicentinho Júnior (PP-TO), a medida é essencial para garantir a segurança alimentar e do setor no território amazônico: “A recuperação dessas terras permite que o Brasil continue crescendo na produção de alimentos de forma eficiente, utilizando o território que já está antropizado [ocupado pelo homem]”, salienta o parlamentar, à Agência Câmara de Notícias.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação/Semig (AM)




