É fato: independentemente do segmento econômico, quem aplica a sustentabilidade (confira matérias do tema no Portal TECNEWS Ambiental) nas etapas de trabalho além de sair da frente, torna os negócios mais eficientes, resilientes e em consonância com a jornada ESG.
Segundo estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e da startup Humanizadas, 87% das empresas analisadas atuam no tema, com 59% incorporando a sustentabilidade à estratégia corporativa, enquanto 57% integram as novas regulamentações de sustentabilidade diretamente em suas decisões de investimentos e processos comerciais.
E essa aposta na preservação do meio ambiente está criando cadeias produtivas com alto valor agregado, a exemplo do projeto Sustenta & Inova, do Sebrae/PA, financiado pela União Europeia há cinco anos, e que já beneficiou 4 mil famílias da agricultura familiar, com capacitações em empreendedorismo com práticas sustentáveis, cujo resultado é a comercialização e participação em eventos, como a Feira de Artesanato do Círio (FAC), em Belém.
“As famílias aprenderam técnicas de venda, mercado, gestão e formação de produtos feitos do trabalho de pessoas cuidam da biodiversidade e se preocupam com o meio ambiente, agora sendo apresentados”, explica Paula Viviane Couceiro, analista do Sebrae/PA e coordenadora do projeto.
Integração entre energia e automação
Já em grandes setores que precisam fortemente de energia, como mineração, óleo e gás, química, papel e celulose, a pressão em produzir e evitar impactos ambientais negativos exige uma visão mais integrada das operações.
Nesse contexto, a convergência entre energia e automação já se consolidam para a construção de plantas mais resilientes e preparadas para os desafios da transformação digital.
Uma das soluções está na tecnologia, com o EcoStruxure Power & Process, sistema desenvolvido pela Schneider Electric, que sincroniza informações elétricas, permitindo que decisões operacionais, energéticas e de manutenção sejam tomadas a partir de um panorama único da planta.
A plataforma considera todo o ciclo de vida do empreendimento, desde a engenharia e execução de projetos até a operação, manutenção e evolução contínua dos ativos industriais. Em números, pode conter paradas não programadas em até 15% e melhorar a rentabilidade em até 3% ao combinar dados sobre energia e processos em uma mesma camada operacional.
“A transformação digital da indústria depende cada vez mais da habilidade de conectar domínios que historicamente operaram de forma isolada”, afirma Carlos Selestrin, diretor de Industrial Automation da Schneider Electric, ao TI Inside.
Esses e muitos exemplos globais mostram que a sustentabilidade não é mais um item a ser pensado separadamente, mas um ativo inegociável para a sobrevivência de negócios e boas práticas a favor do planeta.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Selton Martins/ Sebrae/PA




