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Filtração e reúso são chaves para manutenção hídrica industrial

Filtracao e reúso sao a chave para manutençao hidrica - Portal Tec News

A gestão de águas é um dos grandes desafios globais e sua manutenção, especialmente para a Indústria, se torna ainda mais complexa e essencial para sobrevivência desse recurso, bem como da operacionalidade das empresas.

E esse mercado está em grande expansão, é o que aponta um levantamento (2022) da ABRAFILTROS – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso. Segundo a entidade, o mercado de filtros e sistemas de filtração, que abrange os segmentos automotivo, industrial e de saneamento –Estações de Tratamento de Água (ETAs), Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) e sistemas de reúso –, soma mais de R$ 7,6 bi de faturamento, sendo 13,9% para filtros do saneamento básico no Brasil.

“Companhias públicas e privadas estão investindo fortemente na modernização e ampliação de ETAs e ETEs para cumprimento da meta da universalização dos serviços de água e esgoto”, resume Fábio Campos, coordenador da Câmara Setorial de Filtros para Estações de Água, Efluentes e Reúso da ABRAFILTROS, Professor Doutor, pesquisador e especialista em ETA/ETE & Reúso.

 

Filtração e reúso

 

O estudioso destaca ainda que novos materiais para procedimentos de reúso de água e dessalinização estão ganhando força, desde as tradicionais membranas e osmose reversa até sistemas de ultrafiltração e nanofiltração, ressaltando que há necessidade de vencer grandes desafios, como o tratamento dos contaminantes emergentes, como microplásticos, resíduos fármacos (saiba mais no Portal TECNEWS) e agrícolas.

“As regulamentações e exigências em relação ao descarte de efluentes industriais estão levando empresas a buscarem novas soluções de filtração para evitar multas e processos. Por outro lado, devido aos elevados custos da água potável e a escassez hídrica, é essencial que as indústrias tratem o efluente para reutilizá-lo em sistemas de resfriamento, lavagem de pisos e irrigação. Com tecnologias modernas, a água de reúso pode ser usada até na indústria têxtil, construção civil, mineração, entre outros”, arremata o professor.

Como citado, são inúmeras as vantagens em investir no reúso hídrico no setor industrial. Na avaliação de Francisco Carlos Oliver, engenheiro diretor técnico industrial da FluidFeeder, especializada em tratamento de água e de efluentes, o aproveitamento de efluentes deve ser entendido como uma unidade de economia circular.

Segundo Oliver, dependendo da escala de reúso, os investimentos em infraestrutura podem ir de R$ 500 mil a R$ 5 milhões. “O payback não é imediato, em média leva de três a sete anos, dependendo da tarifa de água da cidade e do volume de consumo”, pontua.

Além de ser um fator competitivo, adotar essa prática é uma resposta direta diante das frequentes estiagens, frisa. “Algumas empresas descobriram que financeiramente a mudança de comportamento é muito positiva na economia financeira, havendo reduções de até 40% na conta, em alguns segmentos”, contextualiza o especialista.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Michal Jarmoluk por Pixabay