Do mesmo modo que nós, consumidores, praticamos o uso consciente de recursos hídricos, a indústria de latas de alumínio amplia seus investimentos em soluções de tratamento e reúso dentro de suas operações.
Uma das parceiras nesse processo é a Opersan, empresa especializada em soluções ambientais para a indústria. Em funcionamento desde 2019, o sistema trata aproximadamente 16 mil metros cúbicos de efluentes complexos por mês e alcança taxa de reaproveitamento de cerca de 76% da água tratada.
O sistema integra etapas de tratamento físico-químico, biológico e membranas de ultrafiltração (MBR), seguidas por polimento final com osmose reversa, permitindo o reaproveitamento da água tratada nos próprios processos industriais, 24 horas/dia.
“A água deixou de ser apenas um recurso operacional e passou a ocupar uma posição estratégica dentro da indústria. Soluções de tratamento e reuso ajudam as empresas a reduzir desperdícios, aumentar eficiência hídrica e trazer mais segurança operacional para as plantas industriais, especialmente em cenários de maior pressão sobre os recursos naturais”, afirma Paulo Paschoal, diretor de Operações da companhia.
Latas de alumínio em ascensão
Com o crescimento da consciência ambiental na destinação correta de resíduos, como a utilização da água em lata, por exemplo, a indústria desse setor está em plena expansão. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas), divulgado pelo site Embalagem Marca, o setor vendeu 34,1 bi de unidades em 2025, o segundo maior volume da série histórica, e as de água nesse invólucro cresceu 24% em relação a 2024.
Para a entidade, o segmento vem consolidando práticas alinhadas a agenda ESG, com inovação, reciclagem, gestão de resíduos, descarbonização e uso eficiente de recursos hídricos.
“A sustentabilidade está diretamente ligada à competitividade e à resiliência do setor. O avanço de soluções voltadas à eficiência hídrica reforça o compromisso da cadeia com operações cada vez mais responsáveis e preparadas para os desafios ambientais futuros”, comemora Guilherme Canielo, gerente de assuntos corporativos da Abralatas.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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