Açaí, farinhas e chocolates. Esses produtos, além de representarem a região Amazônica, tão importante do Brasil, também estão impulsionando o mercado nacional, trazendo investimentos no território e ressignificando a vida de pessoas e comunidades por meio da bioeconomia.
Uma boa prática é o Lab de Impacto, o programa de aceleração do Impact Hub Manaus, que tem como propósito o fortalecimento de negócios socioambientais na Amazônia. Um dos braços da ação é o programa EcoAm investiu, que ao longo de duas jornadas, investiu R$ 1 mi em 17 negócios. Apenas na segunda edição, encerrada em maio, R$ 535 mil foram investidos em oito empreendimentos de Ji-Paraná (RO), Rio Branco (AC), Tefé (AM) e adjacências por meio de formações, mentorias e conexões estratégicas para fortalecer soluções sustentáveis na Amazônia Legal.
Um dos negócios impactados foi Nãnê Sorvete Amazônico, que produz artesanalmente sorvetes e picolés com insumos naturais da floresta amazônica, sem aditivos artificiais, tocada pela chef acreana Izanelda Magalhães. “A Nãnê, antes do Lab, estava e ainda está em expansão, em um processo de construção de uma franquia, para que consigamos chegar em todos os lugares do Brasil. E esse processo está se dando com muitas colaborações, e o Lab é um desses braços colaboradores”, afirma a empreendedora.
Em números, o Lab de Impacto já investiu mais de R$ 3 mi, e impulsionou mais de 40 negócios em seis estados da Amazônia Legal, fortalecendo os territórios de florestas e rios amazônicos por meio de investimentos, conexões estratégicas e capacitação.
Do alimento à biojoia são destaques em bioeconomia
À frente da Daval Alimentos Amazônicos, a empreendedora roraimense Val Bezerra atua na área de produtos amazônicos e, recentemente, está investindo em uma linha de biojoias inspirada na própria história familiar.
Com apoio do Sebrae, por meio de capacitações, consultorias, idas a feiras e exposições, a empresária decidiu expandir suas atividades por meio desse segmento, cuja ideia surgiu após a participação na COP30, em 2025, com o contato com peças artesanais feitas com miçangas, decidindo, portanto, produzir seus próprios acessórios. Anos antes, porém, durante uma temporada em Bruxelas (Bélgica), Val confeccionou pulseiras com as bandeiras dos dois países e as vendeu aos moradores.
“Ao retomar essa atividade, percebi que a nova fase do negócio estava ligada diretamente às minhas origens. Minha cunhada viu uma publicação que fiz sobre as biojoias e me lembrou da minha mãe. Foi quando percebi que ela também era artesã: fazia crochê, bordados, tapetes e várias outras peças com muita habilidade”, comenta a artesã, que hoje tem em seu portifólio modelos de peças confeccionadas com miçangas e sementes.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação




