A modernização dos processos e o compromisso com a sustentabilidade fizeram com que o setor automóveis repensasse suas operações, com a inserção de autopeças mais duráveis e, principalmente, com logística reversa e circularidade ainda mais proeminente e produtiva.
Em números, o mercado de veículos usados no Brasil atingiu em 2025 a marca de 18,5 milhões de unidades comercializadas ao longo de 2025, um avanço de 17,3% em relação ao ano anterior, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o que, consequentemente, aumentou a procura por autopeças.
Hermes Santos, CEO da Modefer, fabricante de hélices e embreagens viscosas, comenta que tais componentes que operam sob condições severas (ou seja, hélices, embreagens e sistemas de arrefecimento), precisam ser duráveis não apenas por um atributo de qualidade, mas por ser um fator determinante para a jornada ESG impacte positivamente todo um sistema.
“A durabilidade transcende a simples resistência mecânica, pois incorpora pensar a peça em todas as fases, desde a fabricação até o final de sua vida útil. Esse olhar favorece iniciativas como remanufatura, reutilização e reparo, que são partes integrantes de um modelo sustentável de produção e consumo. Além disso, uma peça durável fortalece a confiança do cliente final e reduz custos totais de propriedade, um benefício econômico que se alinha perfeitamente ao ganho ambiental”, observa o executivo, em artigo ao Segs.
Aceleração ESG no setor de autopeças
Esse propósito também combina com ganhos e benefícios aos fabricantes, a exemplo a thyssenkrupp Springs & Stabilizers, especializada em soluções de suspensão automotiva como feixes de molas, molas helicoidais e barras estabilizadoras.
Nas unidades de São Paulo (SP) e Ibirité (MG), a companhia conduziu uma transformação baseada na metodologia Lean, com cerca de 500 iniciativas implementadas nos últimos dois anos, resultando no em ganhos próximo de R$ 1 milhão, elevação de produtividade de linhas em até 50% e redução em até 20% o tempo de manutenção de equipamentos.
Outro ponto refere-se à pegada de carbono, cujas metas estão no alcance de neutralidade até 2045. As operações contam com certificações ISO 14001 e 50001, utilizando energia renovável e por meio de parcerias com fornecedores, incorpora aço produzido com matéria-prima 100% reciclada e energia renovável, em que a suprimentos conta com insumos capazes de reduzir em até 65% as emissões de CO₂.
A empresa também desenvolve ações de responsabilidade social, com o apoio no evento Lean for Hope Connections, cuja renda é integralmente destinada a projetos sociais, além de promover campanhas recorrentes de doação em suas unidades. “Quando reduzimos desperdícios, inovamos em materiais e engajamos as pessoas, avançamos simultaneamente em eficiência, sustentabilidade e geração de valor”, comemora Alessandro Alves, vice-presidente global de Vendas & Marketing e CEO Brasil da divisão.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: peoplecreations/Magnific




