Hiper e supermercados encabeçaram as estimativas de vendas de alimentos no fim de ano, representando mais de 43% da fatia e atingindo o valor de R$ 31,5 bilhões, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Administrar tal segmento demanda o entendimento afinado em logística sem esquecer da economia energética e o desafio em não desperdiçar alimentos. Eis que a tecnologia surge como uma aliada nessa missão, conectando pessoas e implementando soluções mais sustentáveis e resilientes. Um exemplo é a Food To Save, startup que conecta consumidores a supermercados com produtos excedentes, por meio da venda de sacolas surpresa, com até 70% de desconto, com itens que estão próximos à data de vencimento em condições de consumo.
“Nosso modelo de negócios traz benefícios para todos. Para o meio ambiente, ajudamos a evitar a emissão de CO₂ com o descarte de alimentos, e, para as empresas, ajudamos a transformar prejuízo em lucro”, comenta Lucas Infante, CEO e cofundador da foodtech, que conta com parceiros como o Grupo Pão de Açúcar (GPA), envolvendo 500 lojas das redes Pão de Açúcar e Extra Mercado em 11 estados.
Em números, em pouco mais de um ano, essa parceria evitou o desperdício de mais de 250 toneladas de alimentos e a emissão de 635 toneladas de a emissão de CO₂, gerando cerca de mil sacolas vendidas por dia, ou 7 toneladas por mês. Segundo o GPA, 60% dos clientes que compraram as sacolas nunca haviam feito compras e se tornaram clientes em potencial da rede.
Monitoramento de equipamentos evita perda de alimentos
A Inteligência Artificial está auxiliando no monitoramento de diversos maquinários em supermercados, como geladeiras, ares-condicionados e iluminação. Sistema desenvolvido pela NEO Estech, plataforma avançada de Inteligência de Dados para gestão de equipamentos, a partir dos índices coletados, indica-se pontos de melhoria e, inclusive, há a previsão de falhas, economizando na manutenção e evitando perda de produtos.
Segundo a empresa, 50 mil equipamentos são monitorados e contam com 250 mil sensores em seis países, sendo responsável pela economia de 135 milhões de KWh de energia elétrica por ano, especialmente com clientes do varejo alimentício — incluindo redes como Carrefour e Atacadão, e essa economia seria suficiente para abastecer quase 1 milhão de casas por um mês, ou R$ 81 milhões poupados e 7,3 milhões de toneladas de CO₂ não emitidas.
“Até 15% do consumo de energia de uma loja pode ser reduzido com o monitoramento e medidas recomendadas. Quem ignora isso fica para trás tanto no lucro quanto no posicionamento enquanto marca”, frisa Sami Diba, CEO do NEO Estech.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Gusev Igor Vladimirovich; Freepik




