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Tecnologias

Evolução tecnológica no manejo da amônia ajuda na preservação ambiental e humana

Evolução tecnológica no manejo da amônia ajuda na preservação ambiental e humana - Fitec Tec News

 

A amônia (NH3) é um gás volátil sendo um dos principais mais utilizados para a refrigeração em frigoríficos e laticínios, principalmente por seu desempenho energético. No entanto, apesar das benesses, é altamente tóxico para a vida humana e ambiental.

Segundo dados do Observatório de Saúde, Trabalho e Ambiente no Agronegócio (ObAgro), divulgados pela Revista do Frio, mostram que somente em 2025 foram contabilizados 15 acidentes no país com vazamento, além de um caso envolvendo uma empresa brasileira no Paraguai. O volume equivale a média de um acidente a cada seis dias no período analisado.

Em Ribeirão Preto (SP) um descarte irregular do composto próximo ao Rio Pardo acendeu o alerta para danos ambientais. Além de contaminar, a substância prejudica peixes, organismos aquáticos, micro-organismos essenciais para o equilíbrio do solo e no ar. No caso, a concentração do gás no ar foi alta o suficiente para causar irritações imediatas em moradores do retorno, com ocorrências de irritação nos olhos e nariz.

 

“O gás se dissipa rapidamente no ar em áreas abertas. Entretanto, o perigo é considerado muito maior quando a substância atinge o ecossistema local”, alerta engenheira ambiental Caroline Guerra, em entrevista à CBN.

 

Modernização para evitar acidentes

 

Para solucionar tal demanda, empresas estão investindo na redução de perdas, a exemplo da Rivelli Alimentos, produtora de proteína animal, que modernizou o purgador de gases incondensáveis de sua planta, em parceria com a Engkcal Engenharia e utilizando tecnologia da multinacional dinamarquesa Danfoss.

 

Antes disso, o sistema de purga da planta operava com um equipamento antigo, que realizava descargas manuais e liberava altos volumes de amônia, o que trazia riscos operacionais e aumentava a exposição dos profissionais a um ambiente crítico. “Nosso objetivo era reduzir drasticamente o desperdício de amônia e aumentar a segurança do time. Encontramos na solução adotada um avanço relevante, que elevou nossos padrões operacionais e trouxe mais confiabilidade ao processo de refrigeração”, afirma Leonardo Campos, diretor de operações da Rivelli.

Foram instalados dois purgadores inteligentes, que passaram a atender 13 pontos de purga da planta, de forma automática e controlada, integrando sensores inteligentes, monitoramento contínuo de pressão diferencial e ciclos precisos, liberando apenas gases incondensáveis e resultando na redução de até 39% no consumo de amônia.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Divulgação

 

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