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Energia

Biogás aplicado na indústria alimentícia gera soluções inteligentes e premiações

Biogás aplicado na indústria alimentícia gera soluções inteligentes e premiações - Fitec Tec News

O biogás está em uma fase importante na corrida das energias renováveis no Brasil: de acordo com a Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN, Canal Solar, 2024), seu potencial nacional está em 84,6 bilhões Nm³/ano, sendo os setores sucroenergético e agroindustrial respondendo por mais de 90% da capacidade total.

Como visto, um dos segmentos em que essa energia renovável está se tornando uma “queridinha” é o de alimentos. A fábrica de Pouso Alegre (MG) da Unilever Alimentos, responsável por 100% da produção da maionese e condimentos da marca Hellmann’s, implementou um biodigestor que usa a Inteligência Artificial (IA) para converter resíduos de maionese em biogás.

 

Projeto na indústria alimentícia

Em operação desde 2023, o projeto é considerado inédito nas Américas com o uso deste tipo de material em escala industrial. O biodigestor contribui para evitar a emissão de 350 a 400 toneladas de CO₂ por ano e utiliza o próprio biogás para manter o aquecimento do processo. Vale salientar que a maionese, rica em óleos e graxas, é formulada para manter sua estabilidade, o que dificulta sua degradação em sistemas anaeróbicos e exige controle rigoroso de pH e estabilidade biológica.

“O grande desafio foi quebrar a estabilidade de um produto pensado para não se degradar facilmente. Conseguimos estruturar um sistema biológico capaz de lidar com essa complexidade de forma controlada”, explica o responsável técnico, Rodrigo Cano.

Já a IA empregada, chamada Cerebra, funciona como um “gêmeo digital” do sistema, analisando variáveis como temperatura, pressão e composição do gás para otimizar a operação e antecipar instabilidades.

O projeto, iniciado em meados de 2012, combina ainda o uso de biomassa, compostagem interna e, atualmente, a biodigestão de resíduos. Segundo a companhia, a etapa final, prevista para este ano, deve ampliar a autossuficiência energética da fábrica, que conta com a parceria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para execução (saiba mais aqui).

 

Brasileira reconhecida como expert no setor

Luciane Piovezan Fornari, fundadora e CEO da Fornari Indústria, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio, e cofundadora e CEO da PlanET Biogás Brasil, de Concórdia (SC), é uma das finalistas globais do prêmio Engineer Woman Award, a ser entregue na Hannover Messe, considerada uma das principais feiras industriais do mundo, na Alemanha, no fim de abril.

Ao NSC Total, a executiva comemora o reconhecimento, que, segundo ela, é uma combinação de dedicação incansável de seu time de colaboradores, confiança de parceiros comerciais e apoio estratégico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). “Juntos, provamos que o Brasil produz tecnologia de ponta para o mundo”, frisa.

A PlanET Biogás oferece estratégias para diversos setores, inclusive ao de alimentos, na geração energética a partir de resíduos disponíveis, que podem se tornar biogás para eletricidade e calor biocombustível às operações ou fertilizantes.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto: Unilever/Divulgação

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