Energia Sustentabilidade

Usinas petroquímicas se modernizam para descarbonizar e incrementam economia na BA

Usinas petroquímicas se modernizam para descarbonizar e incrementam economia na BA - Fitec Tec News

De conflitos geopolíticos até mudanças no comando de grandes companhias, a petroquímica nacional está se adaptando para acompanhar um assunto em voga e de extrema relevância: a transição energética.

A Braskem é uma delas, que desde 2021 conta com o seu Programa de Descarbonização Industrial, que tem como objetivo reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos escopos 1 e 2 até 2030. Uma de suas áreas mais estratégicas está na Bahia, que historicamente conta com um setor industrial que representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e responde por aproximadamente 457 mil empregos. “Desde a implementação do Programa de Descarbonização, mais de 1,3 milhão de toneladas de CO₂e já foram evitadas, sendo a Bahia responsável por 200 mil toneladas desse total”, comemora Angélica Bertin, gerente de Energia e Descarbonização da companhia, ao g1.

 

Usinas petroquímicas sustentáveis

 

Entre os principais avanços no estado estão iniciativas voltadas à eficiência energética, eletrificação e transição da matriz energética. Destaque para o projeto Multivariate Process Analysis (ProMV), desenvolvido no Polo Industrial de Camaçari com o apoio do Centro Digital da Braskem, em que são aplicadas ferramentas de análise de dados, automação, inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para otimizar processos industriais.

“Por meio de modelos matemáticos, estatísticos e simulação em tempo real, o projeto otimizou o consumo energético da operação dos fornos de pirólise, equipamentos-chave na operação das centrais”, esclarece Carlos Alfano, diretor industrial da petroquímica no estado, ao g1.

 

Combustível sustentável na aviação

 

Outra gigante que está investindo na descarbonização, com enfoque nos combustíveis para aviação é a Acelen Renováveis, braço da refinaria de mesmo nome, ex-Mataripe, controlada por Mubadala Capital, de Abu Dhabi.

Segundo informações do Globo Rural, os investimentos serão de US$ 1,5 bi (R$ 7,5 bi) para a construção da primeira de cinco biorrefinarias no país. A unidade também será na Bahia e terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustível renovável de aviação e diesel verde (SAF e HVO, em inglês), correspondente a produção de 20 mil barris/dia de biocombustíveis.

No projeto está incluído a produção da matéria-prima, a macaúba – considerada de alto potencial energético – e, para tanto, serão investidos US$ 3 bi nos próximos dez anos no desenvolvimento agroindustrial na região, com compra de 20% de pequenos agricultores, no âmbito de um programa da companhia para apoiar a agricultura familiar.

“Daremos todo o suporte para que os agricultores acessem a semente e toda a parte técnica, mais um complemento de renda até a macaúba começar a produzir”, explica Luiz de Mendonça, presidente da Acelen Renováveis, ao Globo Rural.

Por Keli Vasconcelos – Jornalista

Foto:  Divulgação – Braskem

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