O biometano está no rol de combustíveis sustentáveis mais visados globalmente, consolidando-se como ativo estratégico na agenda de descarbonização industrial. Fazendo um panorama, segundo a Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN, Canal Solar, 2024), seu potencial nacional está em 44,1 bilhões Nm³/ano. Esse cenário alimenta a rota sustentável de combustível em setores, como o de transporte.
Uma das empresas que está se beneficiando é EcoGeo, empresa do grupo goiano Ecopar, e da GeoGreen BioGás, de São Paulo, que está investindo R$ 140 milhões na construção da primeira usina de biometano em escala comercial local. O biocombustível será utilizado integrada à Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), que já utiliza ônibus elétricos e passará a incorporar o produto, com expansão para até 500 veículos.
A previsão é que a usina, construída no município de Guapó (GO), inicie as atividades em 24 meses, com capacidade inicial de produção de 30 mil metros cúbicos por dia, sendo gerado a partir da decomposição de resíduos como lodo, biomassa e subprodutos agroindustriais. A infraestrutura também inclui a construção do primeiro gasoduto estadual dedicado a esse tipo de combustível, sob responsabilidade da GoiásGás, com cerca de 25 quilômetros de extensão.
Rota sustentável nas frotas da indústria cosmética
Na colaboração em prol da rota sustentável, uma parceria entre a distribuidora de gás Ultragaz e a multinacional de cosméticos Natura resultou na inauguração de um posto interno de biometano nas instalações da fábrica em Cajamar (SP), para a produção industrial e o abastecimento integral do circuito logístico que liga a fábrica aos Centros de Distribuição da Grande São Paulo.
Em comunicado, a Natura afirma que 45% da energia usada nas caldeiras da unidade fabril passa a vir do biometano, enquanto 28 caminhões operam 100% com o combustível renovável, cujo consumo deva atingir 3,5 milhões de m³ até o fim de 2026, o equivalente ao de 30 mil residências/ano.
“Criamos um modelo que devolve energia limpa para a operação. O projeto gera eficiência e diminui custos operacionais, o que reforça o valor da descarbonização para o negócio”, comemora a vice-presidente de operações, logística e suprimentos, Josie Romero.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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