Já falamos anteriormente que o mercado imobiliário, além de seu crescimento exponencial, está investindo em conscientização ESG em suas operações, desde a elaboração de projetos imobiliários até na disponibilidade de residenciais que unam bem-estar e mitigação de danos ao meio ambiente.
E isso não é uma tendência, mas um ativo relevante, especialmente no que se refere às modernizações de marcos regulatórios, mais robustas para mensurar e padronizar ações de ESG por parte desse setor, que terminou 2025 com um volume financeiro dentro do mercado de capitais em torno de R$ 697 bilhões (dezembro/2024 a setembro/2025), um crescimento de 7,5%, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – aliás, o órgão exige de companhias de capital aberto que atuam no Brasil a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade.
Um exemplo é a MRV, empresa do grupo MRV&CO, que somente em 2025 plantou 82 mil mudas de árvores, com um investimento de R$ 7,7 milhões. “A ação segue diretrizes de órgãos ambientais e prioriza espécies nativas, adequadas às características de cada região onde a empresa atua, contribuindo para o equilíbrio ecológico e a integração com o ambiente urbano”, conta José Luiz Fonseca, gestor executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV&CO.
Em números, a iniciativa, que começou em 2010, até o momento já plantou 2,36 milhões de árvores em todo o país, o equivalente à remoção de aproximadamente 1,14 milhão de toneladas de CO₂ da atmosfera.
Investimentos imobiliários em bairro sustentável
Pensar em uma moradia nos moldes sustentáveis já é um desafio, que, como percebemos, gera resultados essenciais a todo o planeta. Quando multiplicado em um bairro, a ação torna-se ainda mais potente. É o caso do empreendimento Reserva Raposo, habitação de interesse social desenvolvido pela RZK Empreendimentos, cujo projeto integra infraestrutura urbana, equipamentos públicos e gestão comunitária, localizada na zona oeste de São Paulo.
As moradias populares ocupam um terreno de 450 mil m² e ainda estão previstas cerca de 1 mi de m² de área construída até 2030, com 22 mil moradias distribuídas em 150 torres e estimativa de 80 mil moradores.
Verena Balas, diretora da RZK Empreendimentos, comenta que o diferencial do bairro está na está na integração entre moradia e gestão contínua do território, já que reduz deslocamentos, por contar com opções de serviços e lazer no mesmo território. “A habitação de interesse social precisa estar acompanhada de políticas públicas e presença institucional. Quando moradia, educação, saúde e trabalho estão próximos, o bairro passa a gerar pertencimento e mobilidade social”, explica, ao Jornal do Brás.
O modelo urbanístico, aliás, foi finalista do MIPIM Awards 2026 – Best New Mega Development, uma das mais importantes premiações do mercado imobiliário global, realizada anualmente em Cannes, na França.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
Foto: Divulgação – MRV&CO




