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SITEC: CAS destaca uso das tecnologias por IA para economia de água e prevenção de multas

SITEC CAS destaca uso das tecnologias por IA para economia de água e prevenção de multas - Fitec Tec News

Como parte da imersão do SITEC Ambiental 2026 – Seminário de Tecnologia e Soluções Ambientais para a Indústria (confira a cobertura neste link), o Portal TECNEWS faz um aprofundamento de cada palestra pertencente aos painéis realizados nos dois dias de evento (18 e 19 de março). As tecnologias emergentes finalizaram o painel Eficiência Hídrica – Cada Gota Conta: reduzindo custos e protegendo seu negócio, com a palestra intitulada “Tecnologia de Eficiência Hídrica: como a Inteligência Artificial (IA) e análise de dados previnem desperdícios e multas, por Luciano Andreoti, gerente de Internet das Coisas (IoT) da CAS Tecnologia, que apresentou informações sobre como esses aparatos são usados para prevenção de desperdícios de água e mitigação de multas, com aplicações no agronegócio e na chamada Indústria 4.0.

As soluções desenvolvidas pela empresa são a partir das Ciências Aplicadas à Sustentabilidade – é o significado da sigla da empresa, aliás –, envolvendo Ciência de Dados, Redes Neurais, tecnologias IoT e projetos de IA, cujos clientes são, além de Indústrias, hospitais, edifícios comerciais e shoppings, oferecendo também apoio operacional e estratégico às concessionárias de água, gás e energia.

“Antes de começar, gostaria de passar um desafio: já utilizaram a Inteligência Artificial hoje? Sim, isso tornou-se um hábito e também pode ser uma ferramenta para medição, monitoramento e controle de água através de dados”, iniciou com esse questionamento a sua apresentação.

A partir do entendimento que a água é um ativo, segundo o gestor, é possível analisar mais acuradamente para detectar três grandes problemas que podem trazer prejuízos ambientais e econômicos: os vazamentos invisíveis, o consumo descontrolado e as multas por desperdício ou irregularidade.

“Muitas empresas somente descobrem isso quando chega a conta ou a fiscalização. A água sempre foi vista como recurso operacional, mas hoje é risco financeiro e ambiental. O maior desperdício de água nas empresas não está nos canos — está na falta de informação”, apontou.

 

Tratamento de água (e uso da IA e dados)

Por conta de um cenário econômico e ESG cada vez mais exigente, as empresas tiveram que se atentar às exigências regulatórias, custo e demanda da água e outras questões mais profundas, como a outorga (confira matéria no Portal TECNEWS), procedimento obrigatório para qualquer usuário que capte, retire água do seu fluxo natural ou de uma tubulação existente para dar um novo destino, ou ainda a utilize em volume significativo.

“Atualmente há essa necessidade de gestão hídrica baseada em dados. Esse recurso está cada vez mais capitalizado, um ativo cada vez mais difícil. Voltando um pouco aos tempos de escola, se pararmos para analisar, a Terra tem 97% de cobertura de água salgada e doce somente 3%, e disso, a maioria é gelo”, enfatizou.

O especialista frisou ainda que por meio dessas tecnologias a identificação de equipamentos que desperdiçam água, uso fora do expediente das operações, além do controle na gestão hídrica são essenciais – e disponíveis por meio de aplicativos – para garantir a produtividade e sanar possíveis demandas antecipadamente.

“Teoricamente, não era para uma indústria ter consumo fora do expediente. Também não é possível saber se há um consumo exagerado ou não nas operações. Se você não monitora, não dá para saber, só no final do mês, com a conta nas mãos, se a empresa teve um aumento de demanda”, arrematou.

 

Monitoramento setorizado

Andreoti fez um aprofundamento das soluções que a CAS Tecnologia dispõe em seu portfólio. “Quando cada setor mede o seu consumo, a sustentabilidade deixa de ser discurso e vira gestão, já que é possível a detecção de picos de consumo, e propor respostas para essa redução, e, consequentemente, a proteção de ativos”, completou.

O interessante do monitoramento, o especialista salientou, é sua periodicidade em tempo real, diferentemente dos métodos tradicionais de mensuração, em que o propósito é gerar a fatura mensal de consumo por parte das concessionárias de água.

Especificamente para recursos hídricos, a solução CAS e-Water (saiba mais aqui) implantada permitiu o controle em tempo real da quantidade de água enviada a cada horário do dia dentro de uma operação, com a redução de novos rompimentos de encanamentos e vazamento na rede (>80%), redução de perdas reais em 12% e melhor utilização e distribuição de água tratada.

“A nossa tecnologia supervisiona diversos pontos críticos para gerenciamento completo do abastecimento de água. Tudo depende do controle, que é otimizado por meio de sensoriamento, o que também gera alertas, caso seja encontrado algum problema nesse comportamento de consumo”, explicou o gestor.

 

Tomada de decisão

Andreoti salientou que esse conjunto de parâmetros digitais é potencializado também pela tomada de decisão célere por parte dos atores que o utilizam, haja vista que dados precisam ser convertidos em tomadas de decisões. Quando o sistema observa vazamentos progressivos, um comportamento fora de padrão, coloca-se isso em números e, consequentemente, isso se reverte em exemplo”, destacou.

Ele exemplificou um caso de um monitoramento residencial, em que os resultados chegaram a 35% de redução. “Quando falamos de um vazamento de 2 litros de água por minuto, praticamente não é visto em uma indústria, mas em uma residência é evidente. Só em monitorar dentro de um parque fabril, há casos de vazamentos que chegam a 80 mil litros, 80 metros cúbicos no mês”, disse.

Para o gestor, a partir da constatação desses problemas, as empresas podem fazer manutenções mais profundas de infraestrutura e também de conscientização de seus colaboradores em relação ao bom uso dos recursos hídricos, e também de outras áreas, como energia.

O especialista fechou a sua participação com, também, três soluções em gerenciamento inteligente de recursos hídricos: “Está ligado a três fatores: medir, analisar e agir rapidamente. Então, a partir do momento que você mede, tem o controle do que está acontecendo. Eficiência hídrica não depende apenas de infraestrutura, pois no futuro, cada gota importa porque cada dado importa”, finalizou.

Com o tema central “A jornada da sustentabilidade que transforma esforços e investimentos em propósito”, o SITEC Ambiental 2026 ocorreu no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista.

 

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Por Keli Vasconcelos – Jornalista

 

Foto: Sofia Jucon

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