Reaproveitamento de água de chuva, telhados verdes, gestão correta de resíduos, conscientização ambiental. Mais que instalar sistemas robustos de gerenciamento ou os clássicos coletores nas áreas comuns, as administradoras de condomínios e o próprio mercado da construção civil estão conscientes que a jornada ESG já é um caminho sem volta e um item atraente em investimentos.
“Para enfrentar desafios, como o fenômeno El Niño, os condomínios podem usar soluções integradas de tecnologia, infraestrutura e planejamento, que contribuem para resiliência urbana”, diz Sarah Castro, diretora comercial e de marketing do Cerus Bank, voltado ao âmbito condominial.
O planejamento do solo desde as etapas iniciais do projeto é um bom exemplo. A opção por pavimentos intertravados para infiltração da água entre as juntas e jardins de chuva aptas a reter, filtrar e retardar o escoamento são algumas das estratégias adotadas para drenagem sustentável.
Sobre o reaproveitamento pluvial para usos não potáveis, como irrigação e limpeza de áreas comuns também devem estar em consonância com estruturas adequadas, identificação correta das tubulações e manutenção contínua, com a observância de normas técnicas como a ABNT NBR 15.527 e a ABNT NBR 16.783, que orientam o uso seguro dessas fontes alternativas (Saiba mais no Portal TECNEWS). “As exigências ambientais e ESG deixaram de ser tendência e são uma realidade regulatória e de mercado aos condomínios. O descumprimento pode gerar não apenas riscos operacionais, mas também impactos financeiros relevantes e perda de valor do empreendimento”, acrescenta Luciano Macedo, CEO da fintech.
Mudanças climáticas e construção civil: investimentos
Um levantamento da certificadora Green Building Council Brasil, mais de 50% dos novos empreendimentos adotarão soluções de baixo impacto ambiental em 2026. Um dos exemplos é o setor de reciclagem de resíduos da construção, que cresce acima de 20% ao ano.
Um dos grandes feitos é a digitalização, que se tornou uma aliada a orientar decisões estratégicas, do projeto ao “chão da obra”, nortear finanças, previsibilidade de possíveis riscos e cumprir políticas públicas e regramentos vigentes.
“É um processo que envolve a adoção de tecnologias para melhorar a eficiência, a produtividade e a qualidade na indústria da construção. Essa transformação digital tem potencial de revolucionar como os projetos são planejados, executados e gerenciados”, observa Alexandre Márcio de Souza, diretor da Projelet, especializada em instalações prediais, com destaque para a tecnologia BIM, capaz de gerir de forma mais eficaz as características físicas e funcionais dessas construções.
Por Keli Vasconcelos – Jornalista
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